Gravidez: níveis baixos de vitamina D podem aumentar risco de esclerose múltipla nas crianças

Estudo publicado na revista “JAMA Neurology”

10 março 2016
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As crianças cujas mães tiveram níveis baixos de vitamina D durante o início da gravidez apresentam um maior risco de desenvolver esclerose múltipla na idade adulta, sugere um estudo publicado no “JAMA Neurology”.
 

Apesar de ter sido sugerido que níveis elevados de vitamina D estão associados a uma diminuição do risco da esclerose múltipla na idade adulta, outros estudos indicaram que a exposição à vitamina D no útero pode ser um fator de risco desta doença.
 

De forma a clarificar esta temática, os investigadores da Universidade de Harvard, nos EUA, decidiram avaliar se os níveis de 25-hidroxivitamina D (25 [OH] D) no início da gravidez estavam associados ao risco de esclerose múltipla nas crianças.
 

Os investigadores identificaram 193 indivíduos, 163 dos quais eram mulheres, com um diagnóstico de esclerose múltipla e cujas mães tinham participado no coorte “Finnish Maternity”. No total, 176 pacientes foram comparados com 326 indivíduos saudáveis.
 

A maioria das amostras maternas (70%) para medição dos níveis de 25 (OH) D foram recolhidas durante o primeiro trimestre de gravidez. Os níveis médios de vitamina D materna foram considerados insuficientes.
 

O estudo apurou que o risco de esclerose múltipla na idade adulta foi 90% mais elevado nas crianças cujas mães tinham tido níveis deficientes de vitamina D, ou seja, níveis de 25(OH)D menores que 12, 02 ng/mL, comparativamente com as crianças cujas mães tinham tido níveis considerados normais.  
 

Os autores referem que dois estudos anteriores que analisaram a associação entre os níveis de 25(OH)D na gravidez/início da vida e a esclerose múltipla não encontraram qualquer ligação com o risco da doença nas crianças. No estudo atual, os investigadores referem algumas limitações, incluindo o facto de os níveis de 25(OH)D durante a gravidez não serem uma medição direta dos níveis de 25(OH)D aos quais os feto está exposto.
 

“Apesar de os nossos resultados sugerirem que a deficiência na vitamina D durante a gravidez aumenta o risco de esclerose múltipla na descendência, o nosso estudo não fornece qualquer informação relativamente ao facto de haver um efeito dose-resposta com o aumento dos níveis de 25(OH)D. São necessários mais estudos similares em populações com uma distribuição mais ampla de 25(OH)D”, concluíram.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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