Gravidez: duração pode variar entre cinco semanas

Estudo publicado na revista “Human Reproducton”

09 agosto 2013
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A duração da gravidez pode variar naturalmente até cinco semanas, sugere um estudo publicado na revista “Human Reproducton”.
 

A data provável do parto é, habitualmente, calculada 280 dias após a data da última menstruação. No entanto, apenas quatro por cento das mulheres dão à luz exatamente neste período e apenas 70% dos partos ocorrem com uma margem de erro de 10 dias, mesmo que a data provável de parto tenha sido corrigida através dos dados obtidos através de uma ecografia.
 

Mas pela primeira vez os investigadores do National Institute of Environmental Health Sciences, nos EUA, foram capazes de identificar o preciso momento em que a mulher ovula e o embrião fertilizado é implantado no útero durante uma gravidez natural. “Verificámos que, em média, o período que vai desde a ovulação até ao nascimento é de 268 dias, ou seja, 38 semanas e dois dias. No entanto, constatámos que a duração das gravidezes variava em 37 dias. Ficámos surpresos com este achado”, revelou uma das autoras do estudo, Anne Marie Jukic.
 

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 130 mulheres, as quais foram acompanhadas ao longo de toda a gravidez. Forma recolhidas amostras de urina e analisadas três hormonas associadas ao início da gravidez: gonadotrofina coriónica humana (hCG), estrona-3 glucoronídeo e pregnanediol-3-glucoronídeo. O dia de ovulação foi identificado por uma diminuição da relação entre as hormonas estrogénio e progesterona. O implante do embrião foi identificado como o primeiro dia em que havia um aumento sustentado nos níveis de hCG. “Uma vez que o embrião segrega esta hormona e as mulheres têm habitualmente níveis baixos ou nulos de hCG na urina quando não estão grávidas, utilizámos este aumento como indicador na implantação”, explicou a investigador.
 

Para além da variação da duração da gestação, o estudo também apurou que os embriões que demoravam mais tempo a implantar, também demoravam mais tempo desde o implante até ao parto, e estas gravidezes que mostraram um menor aumento de progesterona eram, em média, 12 semanas mais curtas que as restantes.
 

“Estou intrigada pelo facto de os eventos que ocorrem tão precocemente na gravidez, semanas antes da mulher saber que de facto está grávida, estarem associados à data do parto que ocorre meses depois. Estes achados sugerem que os eventos que ocorrem no início da gravidez fornecem uma nova via para a investigação do parto”, acrescentou ainda Anne Marie Jukic.
 

O estudo referiu ainda que os outros fatores que influenciam a duração da gravidez incluem: a idade da mulher, quanto mais velha mais longa é a gestação; peso, as mulheres que nasceram com excesso de peso tiveram gestações mais longas e caso a gravidez anterior tenha sido longa, a gravidez acompanhada ao longo do estudo tendia também a ser longa.
 

A investigadora conclui que de facto a variabilidade natural da gravidez é maior do que o anteriormente pensado, e caso seja verdade, os médicos poderão querer manter esta informação em mente quando estão a decidir se devem intervir ou não numa gravidez.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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