Gravidez: consumo de ácidos gordos ómega-3 diminui risco de depressão pós-parto

Estudo realizado pela University of Connecticut School of Nursing

18 abril 2011
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O consumo de ácidos gordos ómega-3 durante a gravidez, encontrados em peixes como o salmão, reduz o risco de desenvolvimento de depressão pós-parto, sugere um estudo realizado pelos investigadores da University of Connecticut School of Nursing, nos EUA.

 

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a ingestão de ácidos gordos ómega-3 desempenha um papel muito importante no desenvolvimento e manutenção do cérebro e das células nervosas. Apesar de os adultos conseguirem sintetizar quantidades suficientes deste composto, os especialistas recomendam que as mulheres grávidas e as crianças incluam doses adicionais de ácidos gordos ómega-3 na sua dieta. Já foi também observado que este composto desempenha um papel importante no desenvolvimento cognitivo e visual durante os primeiros tempos de vida do ser humano. Todos estes resultados têm assim impulsionado a investigação do seu papel na gravidez e nos recém-nascidos.

 

A líder deste recente estudo, Michelle Price Judge, já tinha previamente demonstrado que o consumo de ácido docosahexaenóico (DHA) durante a gravidez ajuda no desenvolvimento do bebé.

 

Para este novo estudo, os investigadores contaram com a participação de 52 mulheres grávidas, as quais foram divididas em dois grupos: um grupo ao qual foi administrado placebo e um segundo grupo ao qual foram dados 300mg de DHA, durante cinco dias por semana, entre a 24ª e 40ª semana de gravidez. A quantidade fornecida de ácidos gordos ómega-3 era equivalente a meia porção de salmão.

 

De forma a avaliar o estado emocional das mulheres, os investigadores recorreram à “Postpartum Depression Screening Scale” criada pela co-autora do estudo, Cheryl Beck. A utilização desta escala permitiu a categorização das mulheres como tendo sintomas depressivos, sintomas significativos de depressão pós-parto, ou apresentarem mesmo depressão. Esta escala também ajudou a equipa de investigadores a distinguir os sintomas associados a esta doença, como distúrbios de sono e alimentação, ansiedade, labilidade emocional, desorientação, confusão, culpa e sentimentos suicidas.

 

O estudo revelou que as mulheres que tinham consumido DHA tinham obtido valores mais baixos na “Postpartum Depression Screening Scale” e também apresentado menos sintomas associados à depressão pós-parto. Em comparação com o grupo de controlo, as mulheres que foram tratadas eram menos propensas a manifestar sintomas relacionados com a ansiedade e desorientação.

 

Os investigadores concluem assim que o consumo de DHA durante a gravidez, em quantidades que são razoavelmente obtidas a partir dos alimentos, pode diminuir os sintomas de depressão pós-parto. Alguns estudos apontam que esta doença atinge 25% das mulheres que são mães pela primeira vez. Assim, é aconselhado que as mulheres ingiram duas a três porções de alimentos ricos em ácido gordo ómega-3 por semana.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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