Gravidez: cafeína não afeta a inteligência da criança

Estudo publicado no “Journal of Epidemiology”

25 novembro 2015
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O consumo de cafeína durante a gravidez não prejudica a inteligência da criança. O estudo publicado no “Journal of Epidemiology”, que se focou em como a exposição de cafeína no útero afetava o quociente de inteligência (QI) da criança e comportamento na infância, apurou que a cafeína não conduzia a uma diminuição do QI e também não afetava o desenvolvimento de problemas comportamentais.
 
"Não encontrámos qualquer evidência de uma associação negativa do consumo de cafeína ao longo da gravidez com a cognição ou comportamento das crianças entre os quatro e os sete anos de idade", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Mark A. Klebanoff.
 
Para o estudo os investigadores do Colégio de Medicina da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, analisaram um marcador da cafeína no sangue de 2.197 mulheres grávidas, que tinham participado no Projeto Perinatal Colaborativo, realizado em vários locais dos EUA entre 1959 e 1974.
 
De acordo com os investigadores, esta foi uma época em que o consumo de café durante a gravidez era mais prevalente do que atualmente, uma vez que havia pouca preocupação relativamente à segurança da cafeína. 
 
Os investigadores analisaram a associação entre um metabolito primário da cafeína conhecido por paraxantina em dois momentos da gravidez. Foram comparados os níveis deste metabolito com o QI e comportamento das crianças aos quatro e aos sete anos de idade.
 
O estudo apurou que não havia padrões consistentes entre a ingestão de cafeína pelas mães e o desenvolvimento e comportamento das crianças.
 
Um outro estudo publicado este ano em março na mesma revista e que envolveu também a mesma população de mulheres apurou que a ingestão de cafeína durante a gravidez não aumentava o risco de obesidade das crianças. 
 
“Globalmente, consideramos que os nossos resultados são tranquilizadores para as mulheres grávidas que consomem quantidade moderadas de cafeína, o equivalente a uma ou duas chávenas de café por dia “, conclui uma outra autora do estudo, Sarah Keim.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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