Gravidez: biomarcador associado à depressão e baixo peso do bebé

Estudo publicado na revista “Psychoneuroendocrinology”

18 janeiro 2017
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Mulheres com níveis baixos do fator neurotrófico derivado do cérebro apresentam risco elevado de depressão e baixo peso do bebé à nascença

Investigadores americanos constataram que os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, sigla em inglês) sofrem alterações durante a gravidez podendo causar depressão nas mães e baixo peso à nascença no bebé, revela um estudo publicado na revista “Psychoneuroendocrinology”.
 

A depressão é muito comum na gravidez, cerca de uma em sete mulheres sofre desta condição. Por outro lado, já tinha sido demonstrado que níveis baixos de BDNF estavam associados à depressão em, maioritariamente adultos não grávidos.
 

Lisa M. Christian, a primeira autora do estudo, refere que este estudo demonstrou que os níveis do BDNF variam consideravelmente durante a gravidez e fornecem um valor preditivo para os sintomas depressivos nas mulheres, bem como para um pobre crescimento fetal.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, retiraram amostras de sangue durante e após a gravidez de 139 mulheres. Observou-se que os níveis de BDNF diminuíam consideravelmente desde o primeiro ao terceiro semestre de gravidez, e aumentou subsequente após o parto. No geral, as mulheres de raça negra apresentavam níveis significativamente mais elevados de BDNF, comparativamente com as mulheres de raça branca durante o período perinatal.
 

Os investigadores constataram que níveis mais baixos de BDNF no segundo e terceiro trimestres eram indicadores de sintomas depressivos no terceiro trimestre. Adicionalmente verificou-se que as mulheres que deram à luz bebés com baixo peso à nascença versus peso normal apresentavam níveis consideravelmente mais baixos de BDNF no terceiro trimestre. Contudo, não foram observadas diferenças nos sintomas depressivos em qualquer ponto durante a gravidez, o que sugere efeitos separados.
 

A investigadora referiu que existem algumas formas de resolver este problema. Na verdade alguns antidepressivos são capazes de aumentar os níveis de BDNF. Por outro lado, os níveis deste fator podem ser aumentados através da prática de exercício.
 

Lisa M. Christian aconselha deste modo as mulheres a manterem-se ativas durante a gravidez para ajudar a manter os níveis de BDNF, os quais podem ter efeitos positivos tanto no humor da mãe como no desenvolvimento do bebé. A investigadora acrescenta que esta medida não deve ser tomada sem antes consultar o médico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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