Gravidez: antidepressivos associados a parto prematuro

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

01 abril 2014
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A toma de antidepressivos durante a gravidez está associada a um aumento das taxas de nascimentos prematuros. O estudo publicado na revista “PLOS ONE” defende que este tipo de fármaco apenas deve ser administrado no caso de não haver outra alternativa de tratamento.
 

"O nascimento prematuro é um problema clínico importante que tem vindo a aumentar nas últimas décadas, em todo o mundo. Adicionalmente, as taxas de toma de antidepressivos durante a gravidez têm aumentado cerca de quatro vezes. Desta forma é necessário determinar quais os efeitos destes fármacos na gravidez”, referiu, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Krista Huybrechts.
 

Após terem analisado 41 estudos sobre esta temática, os investigadores Universidade de Vanderbilt, nos EUA, verificaram que de facto a toma de antidepressivos durante a gravidez estava associada ao parto prematuro, sendo este tipo de associação mais evidente durante o terceiro trimestre da gravidez. Foi também observado que os nascimentos prematuros não pareciam ser resultantes da depressão materna, mas sim dos efeitos da medicação.
 

Os investigadores referem que o nascimento prematuro é uma das causas de morte infantil, contribuindo também o desenvolvimento de algumas doenças. “Apesar de os prematuros extremos apresentarem um maior risco, agora sabemos que mesmo os bebés que nascem pouco antes da gestação estar completa apresentam também um risco aumentado de morbidade e mortalidade neonatal”, referiu, um outro autor do estudo, Adam Urato.
 

No entanto, o investigador refere que o tratamento da depressão na gravidez é um assunto complexo e há muitos fatores a ter em conta. ”As mulheres grávidas e os médicos têm de pesar muitos aspetos”, disse Adam Urato.
 

“As mulheres grávidas com depressão necessitam de tratamento adequado e os nossos resultados não devem ser encarados como um argumento para ignorar a depressão nestas pacientes. A toma destes fármacos poderá ser necessária para algumas mulheres com depressão severa e para as quais outras abordagens são inadequadas. Contudo, noutros casos, os tratamentos não medicamentosos, como a psicoterapia, podem ajudar e não estão associados a complicações como parto prematuro”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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