Gravidez: ácido fólico diminui risco de autismo

Estudo publicado no “Journal of The American Medical Association”

15 fevereiro 2013
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As mulheres que tomam ácido fólico quatro semanas antes de ficarem grávidas e ao longo das primeiras semanas de gravidez apresentam um menor risco de darem à luz uma criança com distúrbios do espetro do autismo, dá conta um estudo publicado na revista “Journal of The American Medical Association”.
 

O ácido fólico é a forma sintética do folato, um tipo de vitamina B9 que pode ser encontrada nos legumes, vegetais de folhas verdes e nos citrinos. O folato e ácido fólico desempenham um papel importante na produção de novas células especialmente durante a gravidez e infância.
 

Estudos anteriores já tinham comprovado que a toma de ácido fólico por volta da altura da conceção reduzia o risco de problemas no tubo neuronal nas crianças. Com base nestes achados, a toma diária deste tipo de suplementos é amplamente recomendada para as mulheres que estão em pensar em engravidar.
 

Neste estudo, os investigadores Norwegian Institute of Public Health, na Noruega, propuseram-se a investigar se havia uma associação entre a toma de ácido fólico imediatamente antes e durante o início da gravidez e uma subsequente redução do risco de distúrbios do espetro do autismo nas crianças.
 

O estudo que, envolveu a participação de 85.176 crianças, apurou que as mulheres que tinham tomado ácido fólico quatro a oito semanas antes da gravidez apresentavam um risco 40% menor de dar à luz uma criança com autismo. Por outro lado, a toma deste tipo de suplementos a meio da gravidez, por volta da 22ª semana, não teve qualquer efeito na redução do risco de doença.
 

Os investigadores também constataram que a toma de outros suplementos ou de folato durante a gravidez não estava associada um menor risco de desenvolvimento de autismo nas crianças.
 

“Ao que parece a redução do risco de autismo na infância apenas reflete a toma de suplementos de ácido fólico, contrariamente ao consumo de alimentos ou de outros suplementos”, revelou, em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Pål Suren. O investigador acrescentou ainda que o momento da toma dos suplementos de ácido fólico também parece ser importante.
 

De acordo com Pål Suren, o estudo não prova que os suplementos de ácido fólico podem prevenir o autismo infantil. No entanto, os resultados são tão evidentes que constituem um bom argumento para continuar a analisar possíveis mecanismos causais. Deve ainda ser analisado se a toma de ácido fólico está associada a um menor risco de outras doenças cerebrais em crianças.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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