Grávidas devem evitar contacto com plásticos

Virilidade do feto afectada pelos ftalatos

26 junho 2005
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Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, disseram ter encontrado indícios de que substâncias químicas usadas regularmente em produtos como cosméticos, brinquedos e sacos plásticos possam prejudicar o desenvolvimento de fetos do sexo masculino.
 

 

O estudo, publicado na revista Environmental Health Perspectives, do Centro Nacional de Saúde Ambiental dos Estados Unidos, foi realizado em centros de pesquisa em todo o país.
 

 

Os cientistas mediram os níveis de nove tipos de ftalatos (químico usado na fabricação de plásticos) na urina de mulheres grávidas, comparando esses níveis (de forma proporcional) aos encontrados nos seus bebés.
 

 

Os exames mostraram que mulheres com níveis mais elevados de quatro ftalatos na urina tornaram-se mais susceptíveis a dar à luz rapazes com problemas variados, tais como pénis menores, disfunções testiculares e distância menor entre os genitais e o ânus. A pesquisa analisou 134 meninos.
 

 

«Uma forma dos ftalatos entrarem na corrente sanguínea da mãe poderia ser por meio do consumo de alimentos vindos dentro de sacos plásticos durante a gravidez», explicou Shanna Swan, um dos autores do estudo.
 

 

Os investigadores, no entanto, frisaram ainda não se saber como, de facto, agem os ftalatos, nem quais os tipos da substância especificamente estariam associados ao problema.
 

Segundo Richard Sharpe, da Associação de Investigação Médica da Grã-Bretanha, o estudo é importante porque mostra que certos produtos químicos podem ser capazes de alterar a produção da testosterona, a hormona masculina. «A testosterona é fundamental no desenvolvimento e é um dos factores que torna homens e mulheres tão diferentes. O funcionamento da hormona no organismo ocorre desde a formação dos órgãos genitais até à formação do cérebro», afirmou o cientista.
 

 

Desde 1999, que a União Europeia (UE) proíbe a inclusão de ftalatos na produção de brinquedos infantis. Até à publicação deste novo estudo, acreditava-se que, ao colocarem os brinquedos na boca, as crianças ficavam expostas à substância em doses além do índice recomendável.O novo estudo levou algumas pessoas a pedirem mais restrições à inclusão de ftalatos em produtos, alegando que a legislação referente a este assunto ainda é bastante omissa em todo o mundo.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

 

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