Grávidas devem comer pouco atum

Níveis de mercúrio no peixe podem ser tóxicos para o feto

05 agosto 2002
  |  Partilhar:

As grávidas devem limitar o consumo de atum por causa do risco de envenenamento por mercúrio, recomendou recentemente a Food and Drug Administration (FDA), o instituto norte-americano de controlo de drogas e alimentos.
 

 

O atum é um alimento bastante usado na dieta norte-americana. Mas tal como outros peixes – nomeadamente o peixe-espada ou a cavalinha – apresentam altas quantidades de metil-mercúrio capaz de prejudicar o desenvolvimento do feto.
 

 

No entanto, os especialistas da FDA não pediram às grávidas para eliminarem totalmente o consumo deste peixe. Ao contrário do que os ambientalistas esperavam, ou seja, que o atum fosse acrescentado à lista de peixes proibidos a grávidas. O FDA recomendou mais testes e a divulgação do conselho para as grávidas limitarem o consumo de atum.
 

 

A comissão não especificou, no entanto, o consumo recomendado para as futuras mães. Mas o grupo ambientalista sugeriu ao instituto adoptar como modelo um panfleto usado no Estado de Wisconsin, que orienta as mulheres a não comer mais de duas latas de atum (170 gramas) por semana.
 

 

De acordo com as orientações actuais da FDA, as mulheres devem limitar o consumo semanal de todos os tipos de peixe a 340 gramas, ou duas porções cozidas. Essa directriz, porém, não menciona o atum, que representa cerca de um quarto dos alimentos de origem marinha consumidos nos Estados Unidos.
 

 

Os especialistas temem que as mulheres substituam o atum enlatado, alimento rico em ácidos gordos ômega-3, por alternativas menos nutritivas.
 

 

«Estamos a tentar obter um equilíbrio entre as virtudes do consumo de peixes -- do atum inclusive -- e os possíveis riscos. Mas é uma decisão difícil», afirmou Sanford Miller, presidente da comissão.
 

 

O mercúrio é um composto químico que ocorre naturalmente no ambiente, mas também resulta da poluição industrial. Quase todos os peixes contêm metil-mercúrio, mas as espécies com vida mais longa e os predadores maiores, como o tubarão ou o peixe-espada, acumulam maiores quantidades da substância e oferecem mais risco para a saúde dos consumidores habituais.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.