Grávidas com excesso de peso apresentam maior risco de cesariana

Estudo publicado na revista “Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica”

11 março 2013
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Um estudo conduzido pela Universidade de Bergen, Noruega, indica que as mulheres que antes da gravidez possuiam um índice de massa corporal (IMC) elevado, apresentam um risco acrescido de terem um parto através de cesariana.

 

A investigação teve por base voluntários que tinham estado envolvidos noutro estudo conduzido pelo instituto norueguês de saúde pública e intitulado MoBa, que tinha incidido sobre uma camada da população composta por 108.000 crianças, 90.700 mães e 71.500 pais.
 

Foi utilizada uma amostra de 50.416 mulheres que tinham dado à luz, tendo sido excluídas grávidas que tinham experienciado diabetes gestacionais, placenta prévia, diabetes, hipertensão e pré-eclampsia.
 

Os resultados indicaram que as mulheres obesas e com excesso de peso antes da gravidez apresentavam um risco elevado de serem submetidas a um parto por cesariana. As mulheres com um IMC superior a 40 antes da gravidez apresentavam um risco acrescido de necessitarem de parto através de cesariana ou de extração do bebé com ventosa. A equipa de investigadores, liderada por Nils-Halvdan Morken da mesma universidade, descobriu igualmente que as grávidas que tinham tido um aumento de peso superior a 16 kg durante a gravidez evidenciavam um maior risco de necessitarem de cesariana, fórceps e ventosas durante o parto.

 

Os investigadores observaram que apesar de as mulheres obesas apresentarem um menor ganho de peso gestacional, os bebés destas mulheres eram tendencialmente maiores.
 

Nils-Halvdan Morken conclui que “embora outros fatores possam contribuir para um parto por via cirúrgica, os obstetras devem ser alertados para o impacto de um IMC elevado na gravidez e no parto, aconselhando assim, de forma adequada, as mulheres que pretendam engravidar”.
 

A Organização Mundial de Saúde revelou recentemente que existem 1,4 mil milhões de adultos com excesso de peso, ou seja, com um IMC entre 25 e 29,9 e que mais de 500 milhões são considerados obesos, com um IMC igual a 30 ou superior.
 

Estes números mostram que a obesidade é agora um problema de saúde global. Outros estudos conduzidos na Noruega tinham já revelado que os índices de obesidade entre as mulheres em idade reprodutiva tinham aumentado entre duas e três vezes nos últimos anos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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