Grande Prémio Bial de Medicina atribuído a Miguel Seabra

Prémio entregue pelo Presidente da República em Coimbra

09 abril 2015
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A Fundação Bial entregou os galardões relativos aos prémios de investigação que a instituição atribui bianualmente numa cerimónia que teve lugar em Coimbra e que foi presidida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
 
Criado em 1984, o Prémio BIAL é considerado um dos maiores galardões na área da Saúde em toda a Europa e premeia a investigação básica e clínica na área da saúde. 
 
A distinção BIAL contempla duas modalidades: o Grande Prémio BIAL de Medicina, destinado a galardoar obras intelectuais escritas, de índole médica, com tema livre, que representem uma investigação de grande qualidade e relevância científica; e o Prémio BIAL de Medicina Clínica que visa, especificamente, galardoar um tema livre de elevada qualidade intelectual e dirigido à prática clínica.
 
O Grande Prémio Bial de Medicina, no valor de 200 mil euros, foi entregue à equipa coordenada por Miguel Seabra, que se demitiu recentemente do cargo de presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia invocando razões pessoais.
 
Segundo a agência Lusa, o trabalho premiado “Da descoberta do gene à terapia genética em 20 anos: o caso da coroideremia, uma degeneração hereditária da retina” é o resultado da investigação a uma doença genética rara, que afeta a retina e leva à cegueira de indivíduos do sexo masculino, sendo responsável por cerca de 4% dos casos de cegueira no mundo.
 
A equipa de Miguel Seabra, professor catedrático da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, é composta pelas investigadoras Tatiana Tolmacheva, Sara Maia e Cristiana Pires.
 
O Prémio Bial de Medicina Clínica 2014 distinguiu um trabalho de investigação coordenado por Jorge Polónia, professor da Faculdade Medicina da Universidade do Porto, em colaboração com os médicos Luís Martins, Jorge Cotter, Fernando Pinto e José Nazaré.
 
"A problemática do sal em Portugal na última década: Avaliação do consumo de sal, das fontes alimentares, da relação com doença cardiovascular, das políticas de saúde e dos benefícios obtidos em 10 anos" é o resultado de uma década de trabalhos pioneiros que aliam a investigação científica a estratégias de intervenção de saúde pública.
 
O trabalho premiado confirma o elevado consumo e os riscos cardiovasculares do excesso de ingestão de sal em Portugal, algo que para os autores pode ser visto como um problema de verdadeira toxicodependência.
 
De acordo com notícia da Lusa, a edição de 2014 do Prémio BIAL distinguiu ainda duas obras com menções honrosas, no valor de 10 mil euros cada.
 
"Beyond glutamate antagonists: new therapeutic strategy against glutamate excitotoxicity based on blood glutamate grabbing" é o título do trabalho de José Castillo, Francisco Campos e Tomas Sobrino do Laboratório de Investigação em Neurociências Clínicas do Hospital Clínico e Universitário de Santiago de Compostela, Espanha.
 
A segunda Menção Honrosa do Prémio BIAL 2014 foi atribuída ao trabalho “Embolização das artérias prostáticas no alívio dos Sintomas do Trato Urinário Inferior em doentes com Hiperplasia Benigna da Próstata ", de Tiago Bilhim, professor de Radiologia na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e Radiologista no Centro Hospitalar de Lisboa Central e João Bexiga Pisco, professor jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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