Governo tem 14 medidas para reduzir o consumo de sal

OMS recomenda redução de 3 a 4% ao ano

23 fevereiro 2016
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A redução, até ao final de 2016, da quantidade de sal nas sopas e pratos confecionados nos restaurantes é uma das 14 propostas que o Governo pretende concretizar, com o intuito de reduzir o excesso de consumo de sal em Portugal, até 2025.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Europeia já recomendaram que Portugal reduza o consumo de sal entre 3% a 4% ao ano, durante os próximos quatro anos, para que em 2025 o país consiga ter um consumo de sal de apenas cinco gramas por dia, por pessoa, ao contrário dos 11 gramas de sal/dia que agora se consome em média, individualmente.


De forma a reduzir o consumo de sal na população portuguesa, o Ministério da Saúde quer que, até ao final deste ano, o setor da restauração inicie, de forma gradual e faseada, a redução do “nível do sal adicionado ao produto final, através dos seus métodos, de preparação e confeção”.


De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS), o setor da restauração deve desenvolver todos os esforços para uma redução gradual e faseada no teor de sal na sopa e acompanhamentos, até ao valor de referência de 0,2 gramas de sal, por cada 100 gramas de alimento.


De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o valor indicativo na redução média anual de sal situa-se nos 4% ao ano, nas diferentes categorias de produtos alimentares, designadamente no grupo dos cereais (pão, etc.), carnes e derivados de carne, refeições de pronto consumo, batatas fritas e outros snacks e molhos.


A estratégia do Governo para diminuir a ingestão de sal pelos portugueses passa também por vigiar a oferta de sal nos produtos alimentares à venda, refere o documento facultado à agência Lusa pelo Ministério da Saúde e que foi elaborado por um grupo interministerial dinamizado pela DGS através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.


“O consumo excessivo de sal pela população é um dos maiores riscos de saúde pública em Portugal, tornando-se urgente propor medidas para a sua redução”, e estima-se que a quantidade de sal presente na alimentação dos portugueses seja “o dobro daquela que é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)", refere o documento.


O Governo admite que a prioridade na restauração vai ser dada à sopa e ao prato, e quer ver atualizado e publicado este ano o Referencial de Boas Práticas Nutricionais, para o setor da restauração


No final de 2016, o setor da restauração deverá apresentar, com base nos resultados obtidos e derivados de trabalho interno, uma proposta de ações, ajustada e exequível, que vise reduzir o teor de sal na componente proteica do prato e nos pratos compostos, refere ainda a DGS.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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