Governo francês cede à revolta dos investigadores

Reivindicações sobre emprego científico foram satisfeitas

11 abril 2004
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Uma semana depois da sua formação, o governo francês cedeu à revolta dos investigadores, satisfazendo as suas reivindicações sobre emprego científico e pondo termo a mais de três meses de crise nos laboratórios públicos. As principais exigências prendiam-se, nomeadamente, com a passagem de 550 postos precários a empregos contratuais ainda no orçamento de 2004.Aceitando esta reivindicação, o ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior francês, François Fillon, anunciou na semana passada que esses postos «estatutários» seriam propostos a concurso em prazos mais curtos, à razão de 200 empregos de investigadores e de 350 de engenheiros e técnicos. O ministro anunciou também a criação de mil  novos empregos em universidades, 300 na «rentrée» de 2004 e 700 em Janeiro do próximo ano.Em contrapartida, o ministro afirmou ter obtido a garantia de que «toda a comunidade de investigação se envolva num processo que deverá culminar em finais de 2004 a uma reforma profunda da investigação francesa».Estas medidas foram acolhidas com entusiasmo pelo colectivo «Salvemos a Investigação», que dirigiu este movimento de revolta contra a «asfixia financeira» dos laboratórios. «Obtivemos tudo o que queríamos quanto às medidas de urgência», declarou o seu porta-voz, Alain Trautmann. As decisões do governo foram igualmente bem recebidas pelo principal sindicado dos investigadores, o SNCS-FSU. Foi «uma boa saída da crise», afirmou o seu secretário-geral, Jacques Fossey.Fonte: Lusa

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