Governo britânico financia novo estudo sobre efeitos na saúde
27 janeiro 2002
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Um novo inquérito visando estudar os efeitos dos telemóveis na saúde humana vai ser lançado hoje, financiado pelo governo britânico com uma verba de 11,2 milhões de euros.
 

 

Este novo programa de investigação, que conta também com o apoio dos fabricantes, sucede a um primeiro estudo que concluiu há dois anos não existir nenhuma prova que permita afirmar que os telemóveis têm efeitos nocivos para a saúde.
 

 

No entanto, por precaução, o estudo desaconselhou o uso de telemóveis por crianças.
 

 

Alguns cientistas continuam a advertir contra a utilização destes equipamentos, sublinhando que, mesmo que estes não contribuam para o desenvolvimento de doenças graves como o cancro, podem provocar dores de cabeça e zumbidos nos ouvidos.
 

 

A comunidade científica também não está de acordo quanto às consequências da utilização de auriculares. Em Agosto de 2000, o governo britânico aconselhou o seu uso, afirmando que estes dispositivos reduziam consideravelmente o nível das radiações.
 

 

No entanto, a Associação britânica de consumidores publicou depois estudos que sugeriam que o recurso a estes dispositivos poderia expor o cérebro a três vezes e meia mais radiações do que na utilização directa dos telemóveis.
 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou esta semana que não existe informação suficiente que permita determinar se os telemóveis ou as antenas difusoras de sinal têm consequências negativas para a saúde.
 

 

"Nenhuma investigação recente demonstrou que a exposição aos campos de radiofrequência dos telemóveis ou das suas estações base cause algum efeito adverso à saúde", refere um comunicado da OMS.
 

 

No entanto, a Agência Internacional para a Investigação do Cancro, dependente da OMS, considerou em Junho de 2001 que os campos magnéticos de baixa frequência (entre 50 e 60 hertz) são uma possível causa de cancro.
 

 

Por outro lado, estudos apresentados em Lisboa, em Dezembro, da responsabilidade do centro de investigação francês Tecnolab, sugerem que a exposição a campos electromagnéticos gerados por televisões e telemóveis, por exemplo, poderia causar alterações biológicas subtis, sem estar provado que provoque qualquer doença.
 

 

Os investigadores admitiam a possibilidade destes campos de radiação poderem afectar determinados indivíduos em consequência da sua predisposição genética e condicionantes ambientais.
 

 

"Se não foi detectada nenhuma patologia directamente causada pela acção dos campos electromagnéticos, os estudos parecem indicar que existem disfunções biológicas subtis, como a reacção ao stress, que podem originar modificações no estado de saúde diferentes consoante as predisposições genéticas e outras características ambientais de cada indivíduo" sublinhou René Messagier, director de investigação médica do centro.
 

 

Segundo Messagier, os trabalhos desenvolvidos neste centro permitem "presumir que a exposição crónica aos campos electromagnéticos apresenta alguns riscos para a saúde pública".
 

 

Fonte: Lusa

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