Gota: dieta DASH pode evitar surtos

Estudo publicado na revista “Arthritis & Rheumatology”

18 agosto 2016
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A dieta DASH, concebida para ajudar a reduzir a pressão arterial, pode também diminuir os níveis de ácido úrico responsáveis pelo aparecimento da gota, dá conta um estudo publicado na revista “Arthritis & Rheumatology”.
 

A gota é uma doença articular que está associada a níveis elevados de ácido úrico no sangue, a hiperuricemia. Esta é uma condição comum e altamente incapacitante, quer pela dor provocada (surtos de gota) quer pelas deformidades associadas (gota tofácia crónica). Apesar de ainda não se conhecer ao certo quais os mecanismos que conduzem à gota, a pressão elevada, a resistência à insulina e a dieta adotada são alguns dos fatores que aumentam o risco desta doença.
 

Na verdade apesar de a dieta ser um fator determinante dos níveis de ácido úrico no sangue, ainda não existem praticamente nenhumas evidências científicas que informem quais os alimentos recomendados.
 

Foi neste contexto que os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA, decidiram analisar o papel da dieta DASH que incentiva o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes, aves, leite e derivados com baixo teor de gordura, na diminuição dos níveis de ácido úrico.
 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de mais de 400 indivíduos que ao longo de três meses adotaram a dieta DASH ou uma dieta tipicamente americana que funcionou como controlo. Ao longo de cada mês, os participantes ingeriram doses baixas, médias ou elevadas de sal.
 

Os investigadores constataram que a dieta DASH conduziu a uma diminuição de 0,35 mg/dL de ácido úrico. Nos indivíduos com níveis de ácido úrico superiores a 7mg/dl, observados habitualmente nos pacientes com gota, a dieta DASH conduziu a uma diminuição do ácido úrico superior a 1 mg/dL.
 

Após terem analisado a interação entre os níveis de sal e ácido úrico, os investigadores ficaram surpresos por terem verificado que, comparativamente com os níveis elevados ou moderados de sal, os níveis baixos conduziam a uma maior quantidade de ácido úrico no sangue. Contudo, os investigadores referem que os pacientes com gota não devem começar a adicionar sal à dieta, uma vez que este aumenta a pressão arterial.
 

De acordo com os investigadores, este estudo sugere que a dieta DASH pode funcionar como uma abordagem não farmacológica para impedir os surtos nos pacientes com gota. “Os médicos podem recomendar com confiança a dieta DASH aos pacientes com gota de forma a diminuir os níveis de ácido úrico”, concluiu um dos autores do estudo, Stephen P. Juraschek.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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