Gordura pode resolver a diabetes?

Estudo publicado na revista “Diabetologia”

01 novembro 2013
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Investigadores australianos dão conta como o sistema de reciclagem de gordura das células pancreáticas determina a quantidade de insulina por elas secretada fornecendo assim um novo alvo para futuras terapias contra a diabetes, dá conta um estudo publicado na revista “Diabetologia”.
 

O pâncreas é o órgão responsável pela produção da quantidade exata de insulina que o organismo necessita quando ingere alimentos, exceto no caso em que a diabetes se desenvolve e a produção de insulina diminui.
 

Os investigadores do Sydney's Garvan Institute of Medical Research, na Austrália, explicam que dentro das células beta pancreáticas existem pequenas estruturas, conhecidas por lisossomas, que se comportam como pequenas unidades de reciclagem. Estas degradam as gorduras e as proteínas que não são necessárias, podendo estas ser reutilizadas.
 

Neste estudo foi demonstrado que, quando os lisossomas ficam impedidos de degradar a gordura, as células beta secretam mais insulina. “A gordura pode ser utilizada de diferentes formas pelas células beta, assim, se esta não for reciclada, é forçada a ser utilizada de uma maneira diferente” revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Gemma Pearson.
 

A investigadora explica que as gorduras que são retiradas dos lisossomas, podem ser armazenadas noutros locais da célula e ficar disponíveis para participar em várias vias de sinalização. Uma destas vias aumenta claramente a secreção de insulina.
 

“As moléculas de gordura não são estruturas inertes, elas são capazes de se ligar às proteínas, ativá-las e despoletar consequentemente vários eventos. A boa notícia é que esta via específica é a única que é estimulada pela glucose. Assim, a produção de insulina pelas células beta fica limitada à ingestão de alimentos e não é realizada de uma forma desagregada. Níveis elevados de insulina em circulação, podem ser prejudicais para a saúde”, refere a investigadora.
 

De acordo com os autores do estudo, caso no futuro seja desenvolvido um fármaco que bloqueie a degradação da gordura no lisossoma esta tem de ter afetar apenas as células beta do pâncreas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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