Gordura corporal elevada e IMC normal associados a risco de cancro da mama

Estudo apresentado na “Conferência Obesidade e Cancro: Mecanismos Subjacentes à Etiologia e Resultados”

31 janeiro 2018
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Um estudo recente revelou que as mulheres na fase da pós-menopausa que apresentam um índice de massa corporal normal (IMC) e níveis de gordura corporal elevadas correm um maior risco de desenvolverem cancro da mama invasivo.
 
Apresentado numa conferência subordinado ao tema da obesidade e sua relação com o cancro, o estudo foi conduzido por uma equipa de investigadores do Centro Oncológico Memorial Sloan Kettering.  
 
Segundo Neil Iyengar, investigador neste estudo, “os nossos achados demonstram que o risco de cancro da mama invasivo aumenta nas mulheres na pós-menopausa com um IMC normal e níveis mais elevados de gordura corporal, o que significa que uma grande proporção da população corre um risco não reconhecido de desenvolverem cancro”.
 
A equipa explicou ainda que o IMC pode ser um método conveniente de fazer uma estimativa da gordura corporal, mas que não calcula os níveis totais de gordura corporal pois não distingue a massa muscular e a densidade óssea da massa gorda.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados de outro estudo observacional norte-americano, conhecido como Iniciativa de Saúde das Mulheres (“Women's Health Initiative”, no seu título original), que segue a saúde de mulheres na fase da pós-menopausa, dos 50 aos 79 anos de idade.
 
O estudo seguiu 3.460 participantes sem historial de cancro da mama, e IMC normal com medidas de absorciometria de raios-X de dupla energia, que consiste numa tecnologia específica para mediar os níveis totais de gordura. Durante a média de 16 anos de seguimento, 182 mulheres desenvolveram cancro da mama invasivo, 146 dos quais eram do tipo recetor de estrogénio positivo (ER+).
 
A análise revelou que as mulheres no quartil mais alto em relação à massa gorda total apresentavam o dobro do risco de cancro da mama ER+ em relação às mulheres no quartil mais baixo. Apesar do IMC normal, cada cinco quilos adicionais de massa gorda total fazia aumentar o risco de cancro da mama ER+ em 35%. Mais, o nível de atividade física era inferior nas mulheres com maiores quantidades de gordura. 
 
“Isto sugere que a atividade física pode ser mais importante para aquelas que não são obesas ou têm excesso de peso”, sugeriu Neil Iyengar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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