Gordura abdominal pode aumentar risco de osteoporose nos homens

Estudo conduzido pela Harvard Medical School

03 dezembro 2012
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Os homens obesos com muita gordura abdominal profunda possuem um risco muito maior de diminuição da massa óssea em relação a homens que estão em forma, revela um estudo apresentado recentemente no encontro anual da Radiological Society of North America, em Chicago, EUA.

A osteoporose é normalmente considerada um problema de saúde que afeta as mulheres e a maioria dos estudos realizados sobre este tema incide sobre o género feminino.
 

Pensava-se que os homens possuíam uma relativa proteção contra a osteoporose, especialmente os obesos. No entanto, os investigadores deste estudo descobriram que a gordura visceral, que se situa a um nível profundo, abaixo do tecido muscular no abdómen, está ligada à diminuição da massa óssea e da resistência dos ossos a fraturas.
 

Miriam Bredella, professora associada de radiologia da Harvard Medical School, EUA, assegurou que “é importante que os homens tenham consciência que o excesso de gordura abdominal não é só um fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes, mas também para a diminuição da massa óssea”.
 

Existem dois tipos de gordura corporal. A gordura subcutânea, que se situa imediatamente abaixo da pele, e a gordura visceral ou intra-abdominal que se encontra a um nível profundo, abaixo do tecido muscular na cavidade abdominal. A quantidade armazenada deste tipo de gordura no organismo depende de fatores genéticos, da dieta e prática de exercício físico. A gordura visceral excessiva é especialmente nociva porque está associada a doenças cardiovasculares.
 

Este estudo contou com a participação de 35 homens obesos, com um índice da massa corporal (IMC) médio de 36,5 e uma média de idade de 34 anos. Os homens foram submetidos a tomografias axiais computorizadas (TAC) abdominal e das coxas para avaliar a massa gorda e massa muscular. Foram efetuados também TAC de alta resolução ao antebraço, e foi utilizada uma técnica chamada método dos elementos finitos (MEF), que analisa a força óssea e prevê riscos futuros de fratura.
 

Durante a investigação, foi determinado, através da análise MEF, que os homens com mais gordura abdominal e visceral possuíam menos força óssea do que aqueles com menos gordura no abdómen. A investigadora acrescenta no entanto que “ficámos surpreendidos ao descobrir que os homens obesos com uma grande quantidade de gordura visceral tinham uma força óssea muito reduzida, comparativamente àqueles com baixa gordura visceral mas IMC semelhante.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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