Gordura abdominal coloca mulheres em risco de osteoporose

Estudo publicado no Radiological Society of North America

06 dezembro 2010
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O novo estudo apresentado no encontro anual da Radiological Society of North America (RSNA) indica que, ao contrário do que se pensava, a gordura abdominal aumenta o risco de osteoporose.

 

A obesidade, que segundo o Disease Control and Prevention (CDC) é definida por um índice de massa corporal de 30 ou mais, está associada com muitos problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol elevado, asma, apneia do sono e doenças articulares. No entanto, apesar de todas estas questões de saúde, era comummente aceite que as mulheres com peso elevado tinham um menor risco de perda óssea.

 

Os autores explicam, contudo, que nem toda a gordura é igual. A gordura subcutânea encontra localizada abaixo da pele e a visceral ou intra-abdominal está localizada em camadas mais profundas por baixo do tecido muscular da cavidade abdominal. A genética, a dieta e a prática de exercício físico contribuem todos para o nível de gordura visceral que é armazenada no corpo. O excesso de gordura visceral é considerado particularmente perigoso, tendo sido associado com risco aumentado de doença cardíaca em estudos anteriores.

 

Neste estudo, os investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, avaliaram a gordura subcutânea, visceral e a total, bem como a gordura da medula óssea e a densidade óssea em 50 mulheres pré-menopáusicas com um índice de massa corporal de 30. Cada mulher foi submetida a uma ressonância magnética, para avaliar a gordura da medula óssea presente na L4, a quarta vértebra localizada na zona lombar da coluna vertebral. A densidade mineral óssea da L4 também foi avaliada por tomografia computadorizada quantitativa, a qual mede a massa óssea e é utilizada para avaliar a perda óssea.

 

O estudo revelou que as mulheres com mais gordura visceral tinham um aumento da gordura da medula óssea e uma diminuição da densidade mineral óssea. No entanto, não houve uma correlação significativa entre, tanto a gordura subcutânea ou total e a gordura da medula óssea ou a densidade óssea. Os nossos resultados “mostraram que ter uma grande quantidade de gordura abdominal é mais prejudicial para a saúde óssea do que ter uma maior quantidade de gordura superficial ou gordura à volta da anca”, revelou em comunicado enviado à imprensa a líder da investigação Miriam A. Bredell, acrescentando que já se sabia que a obesidade era considerada um grave problema de saúde pública. “Agora sabemos que a obesidade abdominal necessita de ser incluída como um factor de risco para a osteoporose e perda óssea”, concluiu Miriam A. Bredella.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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