Glóbulos brancos indiciam doenças cardíacas

Exame de sangue em idosos pode ajudar na prevenção

06 abril 2005
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Há certezas de que níveis elevados de glóbulos brancos no sangue podem ser um indicador de doenças cardíacas em idosos, o que pode ajudar na prevenção de problemas em pessoas aparentemente saudáveis.
 

 

Isto acontece, segundo o estudo do Centro Médico de Hennepin, no norte dos Estados Unidos, porque a contagem de glóbulos brancos indica a presença ou ausência de inflamações, o que está cada vez mais a ser relacionada ao endurecimento das artérias.
 

 

No estudo publicado na revista Archives of Internal Medicine, os investigadores relatam terem acompanhado, durante anos, mulheres na menopausa. E descobriram uma maior existência de ataques cardíacos e acidentes vasculares naquelas que inicialmente tinham níveis maiores de glóbulos brancos.
 

 

Conclusões semelhantes foram feitas com homens, o que indica que os glóbulos brancos podem ajudar a prever problemas cardíacos. «Em resumo, demonstramos que uma elevada contagem de glóbulos brancos está independentemente associada a eventos cardiovasculares e à morte em mulheres mais velhas, após ajustes para os factores de risco tradicionais, como tabagismo, peso, diabetes e nível de actividade física», de acordo com o estudo.
 

 

«A categorização de risco cardiovascular por marcadores inflamatórios pode identificar indivíduos de alto risco que não estejam actualmente identificados pelos factores de risco tradicionais», acrescentou o texto.
 

 

Os investigadores usaram dados de milhares de mulheres com idades de 50 a 79 anos, cujo histórico de saúde foi avaliado a vários níveis.
 

 

As mulheres que, no início do estudo, estavam entre as 25 por cento com maior nível de glóbulos brancos tiveram o dobro de probabilidade de morrer do coração, em relação às que estavam no grupo das 25 por cento com menos glóbulos brancos.
 

 

Além disso, as mulheres com mais glóbulos brancos «tinham 40 por cento mais probabilidade de ter um enfarte do miocárdio não-fatal e um risco 46 por cento maior para um acidente vascular».
 

 

Os investigadores, no entanto, reforçam serem necessários mais estudos para avaliar a efectividade da redução do risco nesses pacientes.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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