Glioblastoma: novo regime de ensaios clínicos eficaz

Estudo publicado na “Clinical Cancer Research”

28 setembro 2018
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Numa fase 0 de um ensaio clínico em seres humanos com glioblastoma, foi descoberto que um fármaco, conhecido como AZD1775, consegue penetrar o tumor cerebral, comprovando a eficácia clínica do fármaco.
 
O combate ao glioblastoma humano é extremamente desafiante pois os tumores deste cancro são complexos, os fármacos têm dificuldade em penetrar os tecidos cerebrais e há falta de correlação entre os modelos animais e a doença humana. 
 
A equipa de investigadores que conduziu o ensaio clínico foi liderada por Nader Sanai do Instituto Neurológico de Barrow, em colaboração com o Centro de Tumores Cerebrais Ivy, em Barrow, EUA, este último que alberga o maior programa de ensaios clínicos na fase 0 do mundo em pacientes com tumores cerebrais.
 
A fase 0 dos ensaios é concebida tendo em conta a importância do fator temporal para os pacientes com tumores cerebrais e evita que invistam tempo precioso, esforços e energia em tratamentos que não funcionam. 
 
Este estudo acentua as diferenças entre os modelos animais pré-clínicos e os estudos em humanos e ainda confirma a utilidade da fase 0 dos ensaios clínicos, em que se testa o efeito de dosagens mínimas do fármaco em estudo em seres humanos, como parte integrante de um paradigma acelerado na avaliação de fármacos em pacientes com glioblastoma.
 
“No espaço de dias após a cirurgia, identificamos que terapias em investigação penetraram com sucesso no tumor do paciente e se, efetivamente, esses agentes também modularam a biologia do tumor. Assim que o regime experimental comprova a sua capacidade de chegar ao seu alvo e enfraquece a programação do núcleo do tumor, o paciente é ‘graduado’ para este regime com o máximo das dosagens terapêuticas”, explicou Nader Sanai.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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