Glioblastoma: mais um passo no tratamento

Estudo publicado na revista “Nature Materials”

19 fevereiro 2014
  |  Partilhar:

Investigadores americanos dão um mais passo no tratamento do glioblastoma, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Materials”.
 

Um dos fatores que torna o glioblastoma tão difícil de tratar é o facto de as células malignas do tumor se disseminarem por todo o cérebro, seguindo as fibras nervosas e vasos sanguíneos para invadir novos locais. Neste estudo levado pela Universidade Emory, nos EUA, os investigadores descobriram como afetar este mecanismo migratório, atacando o cancro através da utilização de um filme de nanofibras.
 

Em vez de invadirem novos locais, as células cancerígenas aderem às nanofibras e são conduzidas, para fora do cérebro, onde são capturadas e mortas. Apesar de não eliminar o tumor, esta nova técnica foi capaz de reduzir o tamanho do tumor num modelo animal. Este resultado sugere que esta forma de cancro do cérebro poderá um dia ser tratada como uma doença crónica.  
 

“Desenvolvemos nanofibras que mimetizam a estrutura dos nervos e dos vasos sanguíneos que, as células tumorais do cérebro habitualmente utilizam para invadir as outras partes do cérebro. Ao fornecer uma fibra atrativa e alternativa, podemos mover os tumores para locais que escolhemos”, explicou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Ravi V. Bellamkonda.
 

Apesar de erradicação do cancro ser sempre o tratamento ideal, o investigador refere que esta técnica poderá controlar o crescimento de cancros inoperáveis, permitindo que os pacientes levem uma vida normal apesar da doença.
 

“Se formos capazes de fornecer ao cancro uma válvula de escape com estas fibras, podemos proporcionar uma forma de manter os tumores com crescimento lento, podendo os pacientes viver com os tumores pois estes não crescem. Este tipo de técnicas poderá ajudar os pacientes a viver com cancro tal como vivem com diabetes ou com pressão arterial elevada”, referiu o investigador.
 

Os autores do estudo referem que para que esta técnica possa ser utilizada em humanos tem ainda ser submetida a vários testes e aprovada pela FDA.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.