Glioblastoma: desenvolvida nova combinação terapêutica promissora

Estudo publicado na revista “Neuro-Oncology”

04 setembro 2015
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Investigadores americanos desenvolveram uma nova e promissora combinação terapêutica para a forma mais mortal do cancro do cérebro, o glioblastoma, refere um estudo publicado na revista “Neuro-Oncology”.
 

O glioblastoma, também conhecido como glioma de grau IV, é o tumor cerebral primário mais agressivo em humanos. Os pacientes são habitualmente submetidos a cirurgia, quimioterapia e radioterapia, mas estes tratamentos não são muito eficazes. Estima-se que 50% dos pacientes morre um ano após o diagnóstico e 90% morre em três anos.
 

No estudo os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, analisaram o impacto do tratamento que envolveu a utilização de um fármaco quimioterápico, a decitabina, e células imunes modificadas geneticamente ou imunoterapia com células T.
 

Os investigadores, liderados por Robert M. Prins, utilizaram uma técnica denominada por transferência adotiva de células, que envolve a extração e crescimento de células imunitárias fora do organismo e posterior reprogramação com um gene conhecido por NY-ESO-1. Estas células foram novamente injetadas em modelos animais tumorais para produzir uma resposta imune direcionada ao cancro cerebral. Uma vez que a células do glioblastoma não produzem naturalmente o NY-ESO-1, o fármaco decitabina foi injetado antes dos linfócitos T, de forma as células tumorais expressarem o alvo NY-ESO-1.
 

O investigador explicou que através deste processo os linfócitos T são capazes de encontrar as células do glioblastoma no cérebro. “Este tipo de células são capazes de atravessar diferentes feixes de fibras no cérebro para atingir células tumorais que tenham migrado para longe da massa do tumor principal. Estes fatores são importantes no tratamento de tumores invasivos, tais como o glioblastoma. Apesar de ser possível realizar a cirurgia para remoção da massa tumoral, é impossível localizar as células tumorais que migraram o que conduz ao reaparecimento do tumor”, referiu Robert M. Prins.
 

A coautora do estudo, Linda M. Liau, acrescentou que, “as células cancerígenas cerebrais são muito boas a escapar ao sistema imunitário, uma vez que não expressam alvos específicos que podem ser reconhecidos pelas células imunitárias. Ao tratar as células do glioblastoma com o fármaco decitabina, verificámos que é possível desmascarar alvos nas células tumorais que podem ser reconhecidos pelos linfócitos T. Após estes alvos serem desmascarados, é possível administrar os linfócitos T que estão geneticamente programados para atacar as células tumorais que têm estes novos alvos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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