Glioblastoma: descoberto potencial tratamento

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

30 janeiro 2017
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Investigadores americanos descobriram uma forma de inibir o crescimento do glioblastoma, um tipo de cancro cerebral que apresenta baixas taxas de sobrevivência, ao terem por alvo uma proteína que condiciona o crescimento deste tipo de tumores, revela um estudo publicado na revista “Cell Reports”.
 
De acordo com Robert Bachoo, um dos coautores do estudo, estes achados alteram o conhecimento da base molecular do glioblastoma e forma de tratá-lo. Foram identificados um conjunto de genes importantes que podem ser alvo de fármacos que são partilhados por quase todos os glioblastomas. 
 
Segundo a Universidade do Texas, em informação veiculada no seu sítio da Internet, na última década, os pacientes diagnosticados com glioblastoma têm sido tratados com as terapias habituais, ou seja, cirurgia seguida de quimioterapia e radiação. Este regime melhora, em média, a sobrevivência em quatro a seis meses. Atualmente não existem terapias bem-sucedidas disponíveis para tratar os doentes com glioblastoma quando o tumor sofre recidivas. As taxas de sobrevivência de cinco anos são de cerca de 5%.
 
De acordo com os investigadores, este estudo demonstra que as mutações genéticas que a indústria farmacêutica e os médicos se têm focado são importantes apenas para o início do crescimento tumoral. Após o tumor avançar para estadios onde os pacientes procuram tratamento, estas mutações deixam de ser necessárias para o crescimento contínuo do tumor, sendo de facto redundantes.
 
As proteínas conhecidas por recetor tirosina cinase eram previamente consideradas as impulsionadoras do glioblastoma. Contudo, os fármacos que inibem estas proteínas não têm sido eficazes no tratamento deste tipo de cancro. 
 
O estudo apurou que são os fatores de transcrição do neurodesenvolvimento, proteínas que regulam a atividade de centenas de genes durante o normal desenvolvimento do cérebro, que são reativados para impulsionar o crescimento do glioblastoma. 
 
Ralf Kittler, um dos coautores do estudo, refere que estes fatores de transcrição podem ser inibidos e o crescimento tumoral pode ser impedido através de o fármaco quimioterápico mitramicina, um fármaco que não tem sido utilizado durante anos devido a seus efeitos colaterais.
 
Na opinião do investigador, esta descoberta pode ajudar no desenvolvimento de uma nova terapia que pode aumentar o tempo de sobrevivência dos pacientes com glioblastoma.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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