Gliobastoma: cura pode estar mais perto

Estudo publicado na revista “EMBO Molecular Medicine”

08 julho 2013
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Investigadores americanos descobriram uma via molecular envolvida na disseminação do mais mortal cancro do cérebro, o glioblastoma, revela um estudo publicado na revista “EMBO Molecular Medicine”.
 

“O glioblastoma é o pior tipo de cancro do cérebro e é também o mais comum entre os adultos. Atualmente não há cura e o prognóstico é pouco favorável, principalmente porque as células cancerígenas conseguem infiltrar-se rapidamente em todo o cérebro”, explicou um dos autores do estudo, Florian Siebzehnrubl.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade da Flórida, nos EUA, refere igualmente que as células também resistem à quimioterapia. Deste modo, mesmo que os pacientes sejam sujeitos à cirurgia e o tumor seja inicialmente erradicado, os pacientes sofrem uma recidiva rapidamente.
 

Neste estudo, os investigadores identificaram uma via molecular, a via ZEB1, que, quando presente faz com que as células saiam do local inicial do tumor, gera resistência à quimioterapia e produz novos tumores longe do local inicial.
 

Nos pacientes que têm esta via molecular, o curso da doença é mais grave, ficando os pacientes facilmente doentes, não respondem à quimioterapia e morrem mais cedo do que aqueles que não têm esta via. Os investigadores referem que o regulador chave parece ser a proteína ZEB1 que se liga a sequência específica de ADN para controlar o fluxo da informação genética que comanda esta via.
 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados poderão ajudar os médicos a tomar decisões mais assertivas no que diz respeito ao tratamento e por outro lado, a ajudar os investigadores a identificar um alvo terapêutico para tratar este tipo de cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

E não só!

Recentemente identificou-se que as células cancerígenas são ativadas e tornam-se mais ativas porque o sistema nervoso assim quer. Um estudo por Claire Magnon e Paul Frenette (doi:10.1038/nature.2013.13373) aponta que são as terminações neuronais em contato com as células cancerígenas que determinam o crescimento destas células. Portanto, como o gliobastoma está no cérebro o seu crescimento é altamente ativo e muito rápido. Mas, uma outra investigação na Inglaterra, que está na fase de testes humanos, usa um terapia nova que faz com que sejam a células-T do sangue do nosso corpo a atacar as células cancerígenas. Algo que até agora era um "sonho" mas que se está a tornar realidade. Excelente Dr Bent Jakobsen!

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