Glaucoma: pode ser identificado pela forma como se vê televisão?

Estudo publicado na revista “Frontiers in Aging Neuroscience”

14 novembro 2014
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Uma das principais causas de cegueira no mundo pode ser detetada através da forma como os olhos se movem a ver televisão. O estudo publicado na revista “Frontiers in Aging Neuroscience” defende que estes achados poderão ajudar a identificar o glaucoma precocemente e a tratá-lo antes de os danos se tornarem permanentes.
 

O glaucoma, que afeta cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo, consiste num conjunto de condições oculares que resultam no dano progressivo do nervo ótico que liga a retina ao cérebro, fazendo com que a visão seja gradualmente perdida.
 

No entanto, o que faz do glaucoma uma condição perigosa é que, no início, a perda de visão é subtil. Muitas vezes, as pessoas afetadas não sabem que estão a perder a visão periférica. Infelizmente, à medida que o glaucoma piora, os mecanismos de perceção compensatórios ficam afetados, conduzindo a uma perda de visão considerável, deficiência visual, e, em alguns casos, a cegueira.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade City Londres, no Reino Unido, compararam um grupo de 32 idosos com visão saudável com 44 pacientes diagnosticados com glaucoma. Todos os participantes foram submetidos a testes visuais, tendo também sido avaliada a gravidade da doença nos indivíduos afetados.
 

Os participantes visualizaram num computador três excertos de programas televisivos que não foram modificados. Os movimentos oculares foram todos registados, tendo sido dada particular atenção à direção destes. Estes dados foram utilizados para produzir mapas detalhados que permitiram o diagnóstico do glaucoma.
 

“Estes são dados iniciais, mas verificámos que podemos identificar pacientes com glaucoma através da monitorização da forma como as pessoas veem televisão. Isto pode fazer toda a diferença na deteção e monitorização da doença (…)”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Davis Crabb.
 

“O diagnóstico e tratamento precoce da doença podem impedir que as pessoas percam a visão, por isso estamos muito contentes por este estudo abrir porta para o desenvolvimento de um novo teste de diagnóstico para o glaucoma”, conclui uma outra autora do estudo, Dolores M Conroy.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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