Glaucoma: células estaminais podem ajudar a identificar processo da doença

Estudo publicado na revista “Stem Cells”

24 março 2016
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Investigadores americanos foram capazes de transformar células estaminais derivadas das células da pele humana em células ganglionares da retina, os neurónios que conduzem informação do olho para o cérebro. O objetivo do estudo publicado na revista “Stem Cells” é o desenvolvimento de terapias para impedir ou curar o glaucoma.
 

Para além do glaucoma, o estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Indiana-Universidade Purdue de Indianapolis, nos EUA, poderá ter implicações no tratamento de lesões nervosas óticas.
 

O glaucoma é uma das doenças mais comuns que afeta as células ganglionares da retina, que funcionam como ligação entre o olho e o cérebro, enviando informação do olho para ser interpretada no cérebro. Quando estas células são danificadas ou destruídas, o cérebro não é capaz de receber informação importante, o que conduz à cegueira. Estima-se que o glaucoma afete mais de 60 milhões de indivíduos em todo o mundo.
 

Os investigadores, liderados por Jason S. Meyer, retiraram células da pele de voluntários com uma forma hereditária do glaucoma e reprogramaram-nas geneticamente para as converter em células estaminais pluripotentes, ou seja, com capacidade de se diferenciarem em qualquer tipo de célula no organismo.
Posteriormente, as células estaminais foram orientadas para se converterem em células ganglionares da retina. Aos poucos as células estaminais foram adquirindo caraterísticas de células ganglionares da retina. No entanto, o estudo revelou que as células provenientes de indivíduos com glaucoma apresentavam características diferentes daquelas provenientes de indivíduos saudáveis.

 

Jason S. Meyer refere que as células da pele dos indivíduos com glaucoma não são diferentes das células da pele dos indivíduos saudáveis. No entanto, quando as células da pele dos indivíduos com glaucoma foram diferenciadas em células ganglionares da retina, estas tornaram-se pouco saudáveis e começaram a morrer a uma taxa mais rápida do que aquelas provenientes dos indivíduos saudáveis.
 

“Agora que produzimos células que desenvolvem características do glaucoma em cultura de células, queremos verificar se os compostos adicionados às células ganglionares da retina podem abrandar o processo degenerativo ou impedir que estas células morram”, referiu o investigador.
 

Os autores do estudo concluem que num futuro próximo poderão ser capazes de utilizar células de pacientes saudáveis como células alternativas, à medida que aprendem como substituir as células perdidas devido à doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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