Glaucoma atinge 100 mil portugueses

Alerta dado pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

15 março 2011
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Portugal tem cerca de 100 mil pessoas que sofrem de glaucoma, uma das principais causas de cegueira no país, alertou a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).


A presidente da SPO, Manuela Carmona, revelou à agência Lusa, que “alertar para o diagnóstico precoce do glaucoma é fundamental porque é uma doença com tratamento, mas que, não sendo tratada, leva à cegueira, em muitos casos”.


De acordo com a SPO, o glaucoma é “uma doença multifatorial e de avaliação complexa que afecta o nervo óptico e que parece correlacionar-se directamente com o aumento da pressão intraocular, com a irrigação desta estrutura e com outros factores menos conhecidos”.


As estimativas indicam que, em Portugal, “entre 67 a 100 mil pessoas” têm glaucoma, revelou Manuela Carmona, acrescentando que se estima que, no país, “haja uns seis mil casos de cegueira” provocada pela doença.


“Faz todo o sentido alertar para o diagnóstico precoce porque é uma doença, na maior parte dos casos e até em fases muito avançadas, assintomática e, se não for detectada pelos oftalmologista, o diagnóstico escapa-nos”, revelou a presidente.


Manuela Carmona alerta, contudo, que as pessoas não devem confundir a hipertensão ocular, que pode ser detectada num mero despiste, com o glaucoma.


“De facto, a hipertensão ocular tem importância no glaucoma e deve ser tratada, quando tem algum significado. Mas pode haver hipertensão sem qualquer significado e podem haver glaucomas com tensão ocular normal”, explicou.


Manuela Carmona chamou ainda à atenção para a existência de vários factores de risco para o desenvolvimento da doença, que afecta “sobretudo idosos, indivíduos de raça negra ou pessoas com familiares que sofrem da patologia”, tornando-se “mais grave”, por exemplo, em “doentes com miopia”.

 

Por isso, insistiu, a recomendação é que acima dos 40 anos e, sobretudo, os grupos de risco façam “uma observação no oftalmologista de dois em dois anos”, o que “é suficiente para detectar e tratar” a doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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