Glaucoma afeta 100 mil portugueses

Rastreio deveria ser realizado aos 40 anos

08 março 2013
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O glaucoma afeta cerca de 100 mil portugueses e continua a ser a principal causa de cegueira devido ao diagnóstico tardio da doença, de acordo com a coordenadora do Grupo Português do Glaucoma da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.
 

“É uma patologia frequente, crónica, que provoca cegueira, mas que tem tratamento e quanto mais cedo for diagnosticado, melhor é o prognóstico. A incidência está a aumentar devido ao envelhecimento da população”, revelou à agência Lusa Maria da Luz Freitas.
 

A especialista defende a realização do rastreio aos 40 anos, numa visita de rotina ao oftalmologista. A incidência da doença aumenta a partir desta idade, sendo “esta a altura ideal para as pessoas fazerem consulta de oftalmologia, quando precisarem, por exemplo, dos seus óculos de perto”.
 

“Como se trata de uma doença silenciosa que, com exceção do glaucoma agudo de ângulo fechado, não dá sintomas nem sinais nas fases precoces da doença, é fundamental a sensibilização da população em geral para esta doença. As visitas de rotina ao oftalmologista contribuirão para que o diagnóstico e o tratamento sejam cada vez mais precoces e o número de cegos diminua, contrariando o aumento da prevalência”, disse a coordenadora do Grupo Português do Glaucoma.
 

Maria da Luz Freitas referiu que, à semelhança do que se passa no resto do Mundo, também em Portugal se têm vindo a desenvolver esforços no sentido de dar a conhecer a doença nas suas diferentes formas, assim como o seu diagnóstico e tratamento.
 

“Portugal dispõe das técnicas de diagnóstico, de tratamento médico e oftalmologistas subespecializados nesta área que praticam as diferentes técnicas cirúrgicas, estando atualizado com o que de melhor se pratica na Europa e nos EUA. As técnicas existem no nosso país, mas para poderem ser utilizadas é fundamental que os doentes procurem os especialistas”, frisou.
 

O rácio geral oftalmologistas/população portuguesa está dentro do aconselhado pela União Europeia. O facto de existirem muitos pacientes com a doença em fase muito avançada ou cegos por glaucoma, “não se deve à falta de oftalmologistas, mas sim ao diagnóstico tardio e à falta de conhecimento da possibilidade cirúrgica com técnicas novas, mais seguras, que são alternativa ao tratamento médico quando este não é eficaz”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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