Glândulas sudoríparas e reparação da pele no envelhecimento

Estudo publicado na “Aging Cell”

22 junho 2016
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Um novo estudo levado a cabo por cientistas norte-americanos e publicado na revista científica “Aging Cell” revela mais informações acerca do mecanismo envolvido na reparação dos tecidos no corpo humano.
 
À medida que envelhecemos, maior é o tempo de recuperação e o impacto das lesões na pele. 
 
Um grupo de cientistas da Universidade do Michigan, nos EUA, procurou compreender o papel das glândulas sudoríparas no mecanismo de reparação de feridas na pele durante o envelhecimento, com o intuito de melhorar tratamentos e atrasar o processo de envelhecimento da pele.
 
Há já algum tempo que se sabe que as glândulas sudoríparas écrinas, que se encontram disseminadas por todo o corpo, desempenham um papel importante na reparação de feridas. Estas glândulas contribuem de um modo significativo para a reposição das células que foram perdidas devido à lesão. Como tal, os cientistas focaram a sua atenção na função destas células durante o envelhecimento.
 
O estudo comparou a capacidade de reparação de lesões na pele em 18 idosos e 18 jovens adultos. As lesões eram todas mais pequenas do que o diâmetro de um lápis e foram realizadas sob ação de anestesia local.
 
As diferenças entre a capacidade de regeneração da pele mais jovem e a da pele mais envelhecida foram evidentes desde o início do processo de reparação. Os cientistas consideraram que a pele se encontrava reparada quando os dois lados da ferida se uniram e a crosta caiu.
 
Os investigadores descobriram que as glândulas sudoríparas dos adultos jovens contribuíram com mais células para a reparação da lesão, do que as dos idosos. Além disso, as células da pele mais envelhecida não eram tão coesas. Como tal, a intervenção de um menor número de células acrescida de uma maior distância entre as mesmas resultou em mais tempo necessário para reparar a lesão e numa epiderme reparada mais fina, em comparação com o verificado na pele mais jovem.
 
De acordo com os investigadores, não se verificou que as glândulas sudoríparas fossem menos ativas em pessoas idosas, mas antes que as estruturas da pele apresentavam menor capacidade de suportar novas células.
 
“Identificámos pela primeira vez os mecanismos celulares da reparação alterada de lesões na pele em pacientes idosos”, revelou Laure Rittié, primeira autora do estudo, em comunicado da universidade. E “isto diz-nos que, além do aspeto frustrante, o envelhecimento da pele também tem um impacto negativo na capacidade da pele de se regenerar”, explicou.
 
 
Estes achados revelam que limitar os danos provocados na pele durante o processo de envelhecimento deverá limitar o impacto negativo do envelhecimento na reparação de feridas. E os autores exemplificam: “A exposição crónica ao sol é um fator importante de danos nas estruturas da pele que normalmente suportam as glândulas sudoríparas”. Como tal, esclarece Rittié, “esta é mais uma boa razão para se usar protetor solar”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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