Ginseng e açafrão: Alimentos afrodisíacos à luz da ciência

Revisão de estudos da Universidade de Guelph

01 abril 2011
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Uma nova revisão científica sobre alimentos afrodisíacos revela que acrescentar ginseng e açafrão à dieta alimentar pode ajudar a apimentar a relação conjugal. Os resultados do estudo foram publicados na edição online da revista “Food Research International”.

 

A meta-análise, realizada por cientistas da Universidade de Guelph, mostrou que estes alimentos são aceleradores do desempenho sexual. Em comunicado enviado à imprensa, o autor do estudo, Massimo Marcone, explicou que os afrodisíacos têm sido usados há milhares de anos em todo o mundo, mas a ciência por trás dos benefícios nunca foi bem compreendida. "A nossa análise é a mais aprofundada, a nível científico, até hoje realizada. Nada foi feito a este nível de pormenor até agora", apontou o especialista.

 

Cada vez mais, aponta o investigador, há uma necessidade de produtos naturais que melhorem as relações sexuais mas que não apresentem efeitos secundários negativos. Actualmente, patologias, tais como disfunção eréctil são tratadas com fármacos, incluindo o sildenafil e o tadalafil. "Mas estes fármacos podem produzir dor de cabeça, dor muscular e visão turva, e podem ter interacções perigosas com outros medicamentos. Eles também não aumentam a libido, por isso não ajudam as pessoas a combater o baixo desejo sexual", acrescentou o especialista.

 

Da análise das centenas de estudos - psicológicos e fisiológicos - sobre alimentos afrodisíacos usados  para aumentar o desejo sexual, os cientistas escolheram apenas os dados das investigações mais rigorosas que tivessem grupos de controlo. Verificaram que o ginseng, o açafrão e a ioimbina, um produto químico natural proveniente da árvore yohimbe que prolifera na África Ocidental, melhoravam a função sexual humana.

 

As pessoas relatam também um aumento do desejo sexual após a ingestão de muira puama, uma planta encontrada no Brasil; raiz de Maca, a planta da mostarda, dos Andes, e chocolate. Apesar do seu suposto efeito afrodisíaco, o chocolate não foi relacionado à excitação ou satisfação sexual, segundo o estudo. Sobre o chocolate, o autor do estudo refere que, possivelmente as pessoas sentem o efeito do chocolate devido à feniletilamina, uma substância que pode afectar os níveis de serotonina e endorfina no cérebro.

 

O álcool apresentou um efeito ao aumentar a excitação sexual, mas, pelo contrário, impediu o desempenho sexual. Estudos em animais já tinham verificado o poder afrodisíaco de especiarias como noz-moscada, o cravo, gengibre e alho.

 

Contudo, os investigadores advertem que, embora os seus resultados suportem o uso de alimentos e plantas para aumentar o desejo sexual, não há provas suficientes que apoiem o seu uso generalizado, sendo, por isso, necessários mais estudos para compreender melhor os efeitos sobre os seres humanos."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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