Ginko biloba aumenta risco de convulsões em epilépticos

Estudo publicado no “Journal of Natural Products”

03 fevereiro 2010
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Num artigo publicado no “Journal of Natural Products”, cientistas alemães alertam para o facto de o consumo de produtos à base de ginkgo biloba (GB) poder aumentar o risco de crises epilépticas e de reduzir a eficácia dos fármacos destinados a controlar os episódios de convulsão decorrentes da doença.

 

No estudo, os cientistas Eckhard Leistner e Christel Drewke, da Universidade de Bona, na Alemanha, também alertam para possíveis efeitos prejudiciais, sem, contudo, especificarem quais, em pessoas sem a doença que ingiram sementes de GB cru ou torrado ou que bebam chá preparado a partir das suas folhas.

 

No trabalho, os cientistas analisaram várias pesquisas científicas sobre o uso de GB e verificaram que, em 10 relatórios científicos, o consumo da planta foi associado a um risco aumentado de convulsões em pacientes com epilepsia.

 

Ao analisarem os resultados de estudos laboratoriais, verificaram que o problema estava num composto químico da planta, potencialmente tóxico, denominado “ginkgotoxina”.

 

De acordo com os cientistas, a ginkgotoxina parece alterar uma via de sinalização química que poderá desencadear as crises epilépticas. Outra evidência encontrada pelos cientistas tem a ver com o facto de o GB poder interagir com fármacos antiepilépticos, reduzindo a sua eficácia. "É importante que o grande número de consumidores de GB e os prestadores de cuidados de saúde estejam cientes destes riscos, a fim de lhes permitir tomar decisões informadas sobre o seu uso", alertaram os cientistas na nota enviada à imprensa.

 

O GB em cápsulas, chás e outros preparados tem vindo a ser amplamente usado para tratar uma variedade de problemas de saúde, incluindo a doença de Alzheimer, perda de memória, depressão, dor de cabeça, bexiga irritável, alcoolismo, bloqueios dos vasos sanguíneos, falta de concentração e tonturas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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