Ginastas profissionais sofrem atraso no crescimento

Desenvolvimento corporal afectado pelos treinos intensos

25 janeiro 2005
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Os ginastas adolescentes de competição sofrem atrasos no desenvolvimento corporal e no crescimento, devido aos excessivos treinos aos quais se submetem.
 

 

Tanto as raparigas como os rapazes que praticam esse desporto de forma profissional crescem menos e são mais magros do que os outros jovens da sua idade, de acordo com um relatório divulgado pela Sociedade de Endocrinologia, com sede em Chevy Chase (Maryland).
 

 

Os especialistas que elaboraram esse estudo avaliam que o esqueleto das ginastas adolescentes equivale ao de raparigas com menos dois e o dos ginastas ao dos que têm menos um ano.
 

 

Além disso, os ossos envelhecem mais rápido, devido ao uso de esteróides _destinados a melhorar a resistência física, refere o estudo. Os investigadores que elaboraram a investigação lembram que o crescimento de uma pessoa depende de uma combinação de factores genéticos e ambientais, como a nutrição, o treino físico e, no caso das mulheres, a data da primeira menstruação.
 

 

Os atletas profissionais que sofrem um atraso no crescimento são principalmente os que fazem ginástica artística em solo e em aparelhos como barra de equilíbrio ou paralelas. Os ginastas actuais treinam muito mais do que há alguns anos atrás, ou seja uma média de aproximadamente 30 horas semanais, e, na maioria dos casos, o seu melhor momento coincide com a puberdade.
 

 

O deficit de peso e altura afecta mais as mulheres do que as homens, assim como o stress de um treino muito intenso. Os especialistas da Sociedade de Endocrinologia concluíram também que o uso de anticoncepcionais orais para regular o ciclo menstrual das ginastas não afecta de forma negativa a evolução de sua estrutura corporal. No entanto, pode provocar o aumento do índice de gordura corporal que, a longo prazo, pode prejudicar o rendimento.
 

 

Essas são as conclusões de um estudo feito com 262 ginastas de entre 13 e 23 anos de idade e de 44 países europeus. Os dados correspondem a 93 meninos e 169 meninas que participaram no Campeonato Europeu de Ginástica Artística realizado em Patras (Grécia).
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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