Gigante farmacêutico designa comissão de ética sobre células mãe
20 abril 2002
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O gigante farmacêutico suíço Novartis anunciou a constituição de uma comissão de seis peritos que vai analisar os aspectos éticos que envolvem o uso de células mãe provenientes de embriões humanos.
 

 

A comissão será dirigida pelo professor suíço Hans-Peter Schreieber, que chegou a estudar teologia e filosofia antes de se interessar por biologia molecular.
 

 

A Novartis vai assentar a utilização das células mãe em seis princípios, com destaque para a rejeição da clonagem terapêutica, o consentimento dos pais sem contrapartida financeira e o recurso a embriões excedentários obtidos durante a fecundação in vitro ou fetos abortados.
 

 

Isto no caso de outras técnicas, como, por exemplo, a utilização de animais ou de células mãe extraídas de adultos, se revelarem ineficazes.
 

 

A Novartis decidiu "encarar as suas responsabilidades éticas" promulgando uma série de directrizes sobre o uso desse tipo de células, anunciou a empresa.
 

 

Segundo o director geral da companhia, Daniel Vasella, a empresa tem uma responsabilidade social, necessitando de peritos que a ajudem a compreender os desafios colocados pelas novas fronteiras entre a ciência e a ética.
 

 

"Seremos transparentes. As decisões de princípio sobre os projectos aprovados serão comunicadas no respeito pelo segredo ligado habitualmente aos detalhes da investigação", explicou Vasella no momento de apresentar os resultados da sua empresa,.
 

 

O governo suíço propôs-se, por seu lado, regulamentar a extracção de células mãe no quadro de um anteprojecto de lei actualmente em estudo.
 

 

Fonte: Lusa
 

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