Gestão dos resíduos hospitalares coloca doentes em risco

Estudo da Universidade do Minho

24 junho 2011
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Em mais de metade dos hospitais públicos inquiridos num estudo da Universidade do Minho, a recolha e transporte dos resíduos perigosos é feita durante as horas de presença dos utentes, o que aumenta os riscos colocados à saúde humana.

 

“Em cerca de 67% das instituições hospitalares que produzem resíduos perigosos, a recolha e transporte interno de resíduos é feita durante as horas de presença do público”, refere o “Diagnóstico da Situação 2010 – Prevenção, Produção, Recolha e Tratamento de Resíduos Hospitalares em Portugal Continental”, da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, citado pela agência Lusa.

 

O relatório refere ainda que “em 74% destes hospitais são utilizados, durante as operações de recolha e transporte, corredores e/ou escadas comuns às utilizadas pelo público”. Nos hospitais privados, a recolha e transporte interno de resíduos é feita em 56% durante as horas de presença do público, em 33% essas operações utilizam corredores e/ou escadas comuns às utilizadas pelos utentes.

 

Segundo o relatório, citado pela mesma publicação, “os resíduos hospitalares apresentam riscos de contaminação por microrganismos, de contacto com materiais cortantes ou perfurantes ou com substâncias radioactivas, de contacto com substâncias químicas que podem ser ingeridas ou mesmo com substâncias carcinogénicas, entre outros”.

 

O documento acrescenta que a recolha e transporte destes resíduos devem ser feitos "pelo menos uma vez por dia", mas "se nessa ocasião o público está presente e, principalmente, se o circuito usado no transporte partilha espaços comuns com o público, o risco é superior".

 

O questionário que esteve na base deste relatório foi dirigido a um universo de 8.512 instituições de saúde, hospitalares e não hospitalares, de Portugal Continental, mas responderam apenas 1.489 instituições.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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