Genética poderá erradicar a doença das vacas loucas

Criada mutante da proteína que causa a doença

23 setembro 2002
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Cientistas norte-americanos desenvolveram uma forma mutante da proteína que causa a doença das vacas loucas, através da qual poderá ser possível proteger o gado desta patologia e tornar mais seguro o consumo da sua carne.
 

 

Os investigadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, alteraram geneticamente uma variedade de ratinhos para que os animais produzissem uma forma mutante da proteína denominada por "prião".
 

 

Os "priões" são proteínas que, por razões desconhecidas, podem transformar-se e tornarem-se infecciosas, o que provoca danos ao nível cerebral.
 

 

Os ratinhos modificados chegaram a ser "completamente resistentes" ao prião que causa a doença, explicou Jiri G. Safar, co-autor do estudo, publicado esta semana na revista Proceedings da Academia norte-americana de Ciências.
 

 

Pelo contrário, os ratinhos que tinham a forma normal do prião desenvolveram um transtorno fatal no cérebro quando lhes foi injectada a forma da proteína causadora da doença.
 

Safar indicou que através de uma técnica de engenharia genética selectiva se poderia erradicar a expressão e transmissão do prião patogénico.
 

 

Com esse objectivo acrescentou que espera agora desenvolver uma variedade de gado geneticamente modificado resistente à doença das vacas loucas.
 

 

A Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), também conhecida como doença das vacas loucas, é um processo letal que afecta o sistema nervoso central dos animais, tendo sido detectado pela primeira vez em 1986 no Reino Unido.
 

Na sua variante humana, a doença de Creutzfeldt-Jakob é também mortal.
 

 

Fonte: Lusa
 

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