Genética desempenha um papel significativo na imunidade

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

09 janeiro 2017
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Investigadores do Reino Unido defendem que cerca de três quartos dos traços imunológicos são influenciados pelos genes, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores do King's College London, no Reino Unido, vem mais uma vez comprovar que a influência da genética no sistema imunitário é mais elevada do que anteriormente se acreditava.
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Tim Spector, analisaram 23 mil traços imunológicos em 497 gémeas adultas provenientes do coorte “TwinsUK”. Verificou-se que os traços imunológicos adaptativos, ou seja, as respostas mais complexas desenvolvidas após a exposição a um agente patogénico específico, como é o caso do vírus que provoca a varicela, são maioritariamente influenciados pela genética.
 
Por outro lado, os investigadores chamam a atenção para a importância das influências ambientais, onde se inclui a dieta, na modelação da imunidade inata na idade adulta. Esta é uma resposta rápida, não específica que está presente em todos os animais.
 
Os investigadores defendem que estes achados podem melhorar o conhecimento do sistema imunitário e da sua interação com os fatores ambientais. Adicionalmente, estes podem constituir a base de novas investigações para o tratamento de várias doenças, incluindo artrite reumatoide e psoríase.
 
“A nossa análise genética resultou em alguns achados pouco habituais, onde a resposta imune adaptativa, que é muito mais complexa por natureza, parece ser mais influenciada por variações no genoma do que pensávamos anteriormente”, referiu, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Massimo Mangino.
 
O investigador referiu que, pelo contrário, a variação nas respostas imunes inatas são frequentemente resultantes das diferenças ambientais. Na sua opinião esta descoberta pode ter um impacto significativo no tratamento de várias doenças autoimunes.
 
Tim Spector conclui que estes resultados demonstraram surpreendentemente que como a maioria das respostas imunitárias são genéticas, muito personalizadas e precisas. Isto significa que estamos propensos a responder de uma forma muito individualizada a uma infeção ou à presença de um alérgeno. O investigador acrescenta que estes achados podem ter de facto grandes implicações na terapia personalizada futura.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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