Genes sensíveis ao álcool

Investigadores norte-americanos descobriram 41 genes em ratos que podem explicar a propensão ao alcoolismo

25 junho 2001
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Depois de anos de acesa discussão, a polémica pode continuar. Investigadores norte-americanos anunciaram ter descoberto 41 genes que podem influir na sensibilidade ao álcool. Esta poderá ser a chave para resolver os problemas de alcoolismo, afirmam os cientistas.
 

 

 

Em experiências efectuadas em ratos, investigadores norte-americanos identificaram 41 genes que podem influir na sensibilidade ao álcool.
 

 

 

Este novo estudo poderá levar a uma melhor compreensão do alcoolismo, caso se aceitem as anteriores teorias de que os factores hereditários desempenham um papel importante no facto de um indivíduo se tornar alcoólico.
 

 

 

A equipa liderada por James M. Sikela, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado, em Denver, lançaram-se, então, ao estudo dos genes de duas linhagens diferentes de ratos: os endogâmicos ILS e endogâmicos ISS.
 

 

 

A equipa ficou “espantada” com os resultados. Os dois tipos de ratos reagem de forma diferente ao álcool. Comparados com os ISS, os ILS levam muito mais tempo a recuperação do efeito a substância.
 

 

 

Um indivíduo alcoólico é menos sensível aos efeitos da substância que uma pessoa “normal”, ou seja, sem esse mesmo problema. Comparando com o Homem, os ratos ISS assemelham-se a um alcoólico humano enquanto os ILS estariam relacionados com um indivíduo sem propensão para desenvolver o alcoolismo, adiantou o investigador.
 

 

 

Para verificar quais os genes responsáveis por essas diferenças, os cientistas compararam a expressão dos genes nas duas variedades de ratos. Para tal usaram uma nova “ferramenta genética”, um chip que exibe milhares de fragmentos de origem genética de uma só vez.
 

 

 

Essa técnica sofisticada, nascida graças aos avanços do Projecto de Genoma Humano, permitiu a observação de tecidos cerebrais e saber, ao certo, quais os genes expressos ou activados num dado momento.
 

 

 

A equipa descobriu, então, 41 genes que se expressavam de formas diferentes nas células cerebrais dos dois tipos de ratos. Mas a investigação foi ainda mais longe. “O estudo esclarece o modo de actuação do álcool nas vias moleculares específicas e genes”. O estudo foi publicado na edição de Junho da revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research e traz novas esperanças para a prevenção e tratamento do alcoolismo.
 

 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

Fonte: Reuters
 

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