Genes influenciam bactérias que causam doença inflamatória do intestino

Estudo publicado na revista “Genome Medicine”

19 dezembro 2014
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Os genes podem influenciar a presença de algumas bactérias intestinais que causam a doença de Crohn e a colite ulcerativa, coletivamente conhecidas por doença inflamatória intestinal. O estudo publicado na revista “Genome Medicine” também confirma que os antibióticos podem alterar o equilíbrio da flora intestinal.
 

De acordo com o primeiro autor do estudo, Dan Knights, as bactérias intestinais que se desenvolvem no início da vida podem ter um grande impacto na saúde para o resto da vida. “Encontrámos grupos de genes que podem desempenhar um papel importante na modelação do desenvolvimento de uma flora intestinal desequilibrada”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.
 

No estudo, uma equipa internacional de investigadores contou com um total de 474 adultos, aos quais foram colhidas amostras do seu ADN e amostras de ADN das suas bactérias intestinais, ao longo de um período de dois anos. Foram analisadas milhares de espécies bacterianas e genes humanos.
 

O estudo apurou que o ADN dos participantes estava associado às bactérias presentes nos seus intestinos. Verificou-se que os indivíduos com doença inflamatória intestinal apresentavam uma flora intestinal menos diversificada e um maior número de bactérias oportunistas. Este é assim um passo importante para o desenvolvimento de fármacos que tenham por alvo determinados genes ou produtos derivados das bactérias intestinais.
 

A flora intestinal é um sistema complexo que não é apenas afetado pela genética, mas também pela idade, sexo, medicação e outros fatores. Na verdade, o estudo confirmou que a toma de antibióticos está associada a um maior desequilíbrio da flora intestinal. Estudos anteriores já tinham demonstrado que há uma associação entre as bactérias intestinais e o aumento do risco de várias doenças, incluindo a diabetes, autismo, doença cardíaca e mesmo alguns cancros.
 

“Em alguns casos ainda estamos a compreender como estas bactérias influenciam o nosso risco de doença, mas entender o componente genético humano é um passo necessário para desvendar o mistério”, conclui Dan Knights.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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