Genéricos podem ameaçar os medicamentos cópia

Laboratório critica política

22 setembro 2002
  |  Partilhar:

Se o mercado de genéricos crescer, como o governo pretende com a campanha de sensibilização que vai lançar em Outubro, os medicamentos cópia dificilmente se manterão no mercado, apesar de alguns serem mais baratos que os genéricos. Isto porque, perante um investimento estatal como o que vai existir na promoção dos genéricos, mesmo que sejam mais baratos que os genéricos, os medicamentos cópia não irão ser vendidos.
 

 

A previsão é de André Baptista de Almeida, presidente dos laboratórios Jaba, uma das três maiores empresas da indústria farmacêutica nacional, com 40 por cento da produção de medicamentos cópia, fármacos com a mesma sustância activa do original, mas com um nome comercial diferente. Em 2001, o volume de facturação total da Jaba foi de 20.621.164 euros (4,1 milhões de contos), dos quais 8.248.465 euros (1,6 milhões de contos) devido aos medicamentos cópia.
 

 

Em declarações à Agência Lusa, André Baptista de Almeida considera que "dificilmente algumas marcas irão sobreviver, pois não têm a capacidade de investimento do Estado".
 

 

Alguns medicamentos cópia são, de facto, mais baratos que os genéricos. Segundo apurou a Lusa, se os médicos tivessem prescrito os medicamentos cópia com a mesma substância activa dos 20 genéricos mais vendidos em Portugal, o
 

Serviço Nacional de Saúde (SNS) teria poupado, só em 2001, 687.038 euros (138 mil contos). Actualmente, dos medicamentos prescritos pelos médicos, apenas 1,34 por cento são genéricos, embora existam para 100 substâncias activas, distribuídos por 58 áreas terapêuticas.
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.