Generalizar desfibrilhadores poderá salvar vidas

Estudo publicado na “Circulation”

19 março 2014
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Generalizar o acesso a desfibrilhadores em locais públicos poderia salvar vidas na sequência de uma paragem cardíaca ou um enfarte agudo do miocárdio.
 

Em Portugal, no só no ano de 2012 ocorreram cerca de 23.000 mortes por doenças cardiovasculares, das quais cerca de 16.000 por AVC e cerca de 7.000 por enfarte agudo do miocárdio. Esta soma constitui um terço da mortalidade total da população portuguesa naquele ano, indicou a Fundação Portuguesa de Cardiologia.

 

Segundo um estudo conduzido pela Universidade de Southampton, Reino Unido, o acesso a desfibrilhadores em locais públicos no Reino Unido é limitado, bem como o conhecimento sobre a utilização destes aparelhos. O estudo indica ainda que, se o seu acesso e conhecimento para utilização fossem diferentes, salvar-se-iam muito mais vidas.
 

O desfibrilhador, também denominado desfibrilador automático externo (DAE) é um aparelho que transmite um choque elétrico ao coração de alguém que esteja a sofrer uma paragem cardíaca ou um enfarte agudo de miocárdio. Se for utlizado de imediato, o DAE pode fazer com que o ritmo cardíaco volte ao normal.
 

Sendo assim, torna-se essencial agir rapidamente no caso de um acidentes desses, antes da chegada da ambulância, pois isso pode salvar a vida da vítima. Cada minuto sem desfibrilhação reduz a possibilidade de sobrevivência em 10%.
 

O estudo, liderado por Charles Deakin, tinha como objetivo calcular a disponibilidade dos DAE, considerando que na última década foi feito um esforço para promover o uso destes aparelhos em locais públicos como centros comerciais, estações de caminho-de-ferro, etc.
 

“A taxa de sobrevivência de 30.000 paragens cardíacas anuais em que se tentou reanimação é desanimadora, com 7 %. A ressuscitação cardiopulmonar por testemunhas ou a desfibrilhação numa fase inicial com desfibrilhadores de acesso público oferece o potencial de aumentar a sobrevivência em três vezes. Estávamos, desta forma, interessados em medir a frequência com que a intervenção estava disponível a pacientes antes da chegada da ambulância”.
 

Segundo o autor do estudo “os desfibrilhadores de acesso público estavam disponíveis em apenas 4% das paragens cardíacas confirmadas”, acrescentado que mesmo nessa situação, “apenas metade dos pacientes tinham tido o desfibrilhador colocado corretamente”.
 

A equipa conclui que é preciso fazer mais no sentido de aumentar o acesso público aos desfibrilhadores bem como ensinar o funcionamento destes aparelhos ao público em geral. A reanimação bem-sucedida de pacientes que tenham sofrido um enfarte agudo de miocárdio fora do hospital constitui um importante fator na sobrevivência do paciente e este necessita de ser fortalecido, defendem os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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