Gene supressor do cancro pode promover a disseminação do cancro colo-retal

Estudo publicado na revista “Oncogene”

07 janeiro 2016
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Um gene conhecido por suprimir o crescimento e a disseminação de vários tipos de cancro exerce um efeito oposto em algumas formas do cancro colo-retal, atesta um estudo publicado na revista “Oncogene”.
 

De acordo o líder do estudo, Sharad Khare, já tinha sido previamente demonstrado que o gene conhecido por Sprouty2 protegia contra a disseminação do cancro da mama, da próstata e do fígado para outros órgãos. Contudo, através de estudos moleculares os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Missouri, nos EUA, descobriram que este gene pode de facto promover as metástases em vez de as suprimir.
 

Ao longo de mais de três anos, os investigadores estudaram o papel do Sprouty2 em modelos celulares, de ratinho e em amostras de biópsias humanas. Através da utilização de diferentes métodos moleculares, os autores do estudo verificaram que este gene funcionava de um modo diferente no cancro colo-retal.
 

O gene Sprouty2 é conhecido por bloquear circuitos moleculares de forma a impedir que as células cancerígenas cresçam e se disseminem para outras partes do organismo. Contudo, foi verificado que o Sprouty2 pode de facto aumentar a capacidade de metastização das células cancerígenas. O investigador acredita que isto ocorre quando a expressão do gene está aumentada.
 

As mortes por cancro atribuídas ao cancro colo-retal são principalmente devido à recidiva do tumor e à disseminação do cancro para outros órgãos. De acordo com a Sociedade Americana do Cancro, excluindo o cancro da pele, o cancro colo-retal é o terceiro tipo de cancro mais comummente diagnosticado nos homens e mulheres nos EUA. Estima-se que o risco de desenvolver este tipo de cancro é cerca de um em 20.
 

Na opinião de Sharad Khare, esta descoberta é um passo muito significativo na compreensão da ocorrência de metástase no cancro colo-retal. Contudo, o investigador refere que este fenómeno pode apenas ocorrer num subtipo de pacientes com cancro colo-retal.
 

"Ainda não sabemos por que motivo isto ocorre, mas esperamos determinar se existe uma correlação entre a expressão aumentada deste gene e a expectativa de vida dos pacientes com cancro colo-retal. A realização de mais estudos poderão ajudar-nos a entender quem está em risco, e, em última análise, averiguar se os tratamentos personalizados podem ser planeados para atingir este gene”, concluiu Sharad Khare.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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