Gene relacionado com tumores cerebrais identificado por investigadores portugueses

Estudo publicado no “Journal Cancer Research”

19 janeiro 2010
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Investigadores das Universidades do Minho e da Califórnia identificam um gene que, quando hiperactivo, torna os tumores cerebrais mais malignos. Esta é uma descoberta que poderá conduzir à criação de novos fármacos que aumentem a taxa de sobrevivência dos doentes.

 

Em declarações à agência Lusa, Bruno Costa, um dos investigadores, explicou que neste estudo foi investigado um conjunto de genes “muito importantes durante o desenvolvimento embrionário e que se encontram alterados em alguns tipos de tumores”.

 

Estudos anteriores só haviam descoberto que, no caso dos tumores cerebrais, alguns desses genes estavam “sobre-expressos”, ao contrário do que acontece num cérebro saudável.

 

O estudo publicado no “Journal Cancer Research” revelou que o gene HOXA9, quando "sobre-expresso" (ou hiperactivo), faz prever que os pacientes vão ter um “prognóstico pior relativamente aos outros pacientes com o mesmo tipo de tumor”.

 

Por outro lado, o estudo também desvendou o mecanismo responsável por essa sobreactivação do gene: a via de sinalização da enzima PI3K, uma via “muito frequentemente alterada em diversos tipos de tumores humanos”.

 

Na opinião dos investigadores, depois de se ter identificado o gene e a via pela qual este é activado, é possível construir alvos terapêuticos contra a PI3K e, consequentemente, para a inibição da sobreactivação do HOXA9. Desta forma, os tumores poderão tornar-se menos malignos e agressivos, conduzindo a um aumento do tempo de vida dos pacientes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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