Gene associado ao stress aumenta risco de enfarte agudo do miocárdio ou morte

Estudo publicado na revista “PLoS One”

02 janeiro 2014
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Cientistas descobriram uma mutação genética que poderá aumentar o risco de enfarte agudo do miocádio cardíaco ou morte, refere um estudo publicado na revista “PLoS One”.
 
O estudo, liderado por uma equipa de investigadores da Duke University, nos EUA, contou com a participação de mais de seis mil pacientes com problemas cardíacos. 
 
Durante o estudo, verificou-se que uma mutação genética conhecida por aumentar a resposta do corpo ao stress estava presente em 17% dos homens e 3% das mulheres.
 
Quando estamos em situações de stress, o corpo experiencia uma série de reações químicas. Uma delas é a libertação da serotonina no cérebro, que contribui para o aumento dos níveis de cortisol no nosso sistema. O que esta mutação origina é que haja uma superprodução de cortisol em resposta ao stress.
 
Seis anos depois do início do estudo, os investigadores constataram que os pacientes que eram portadores dessa mutação sofreram mais enfartes agudos do miocárdio ou morreram durante esse período. Aparentemente, mesmo tendo em conta outros fatores como a idade, a obesidade, os antecedentes tabágicos e a gravidade do seu problema cardíaco, estes pacientes tinham mais 40% de hipóteses de vir a sofrer um enfarte agudo do miocárdio do que aqueles que não tinham este traço genético. 
 
Esta investigação sugere, portanto, que haverá uma predisposição genética para o desenvolvimento de doenças cardíacas e para uma morte prematura. No entanto, Beverly Brummett, Professor Associado de Psiquiatria e Ciências Comportamentais na Duke University, ressalva que este é um trabalho preliminar e que ainda é necessário aprofundar a investigação feita.
 
Eventualmente, se os resultados forem replicados, o próximo passo é fazer testes genéticos numa amostra mais significativa e incluir outros grupos étnicos no estudo.
 
Ainda que estejamos longe de perceber todo o potencial clínico destas conclusões, Redford Williams, Professor de Medicina na Duke University, acredita que estudos como este possam contribuir para que os cuidados médicos na área da cardiologia possam vir a ser mais personalizados e mais centrados na genética.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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