Gema de ovo quase tão má como tabaco para a arteriosclerose

Estudo publicado na revista “Atherosclerosis”

17 agosto 2012
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O consumo de gema de ovo acelera a arteriosclerose de uma forma semelhante ao consumo de tabaco, revela um estudo conduzido pela University of Western Ontario, Canadá.

 

Também conhecida como doença arterial coronária, a arteriosclerose é uma doença das artérias em que, agravada pelo colesterol, se formam as placas nas paredes interiores das artérias. A rutura de placas constitui a principal causa dos ataques cardíacos e de muitos acidentes vasculares cerebrais (AVC).

 

Liderado pelo Dr. David Spence, professor da Schulich School of Medicine & Dentistry na University of Western Ontario e diretor do Stroke Prevention and Atherosclerosis Research Centre do Robarts Research Institute pertencente à mesma universidade, o estudo demonstrou que o efeito do consumo regular de gema de ovo é equivalente a cerca de dois terços do efeito do consumo de tabaco relativamente ao aumento da acumulação de placa nas artérias, que constitui um fator de risco para AVC e ataques cardíacos.

 

Foram recolhidos dados de 1231 homens e mulheres com uma média de idades de 61,5 anos que eram pacientes que frequentavam clínicas de prevenção vascular na London Health Sciences Centre do University Hospital. Os participantes foram submetidos a questionários sobre o estilo de vida e medicação consumida pelos mesmos, incluindo anos de maços de tabaco (número de maços de tabaco diários multiplicado pelo número de anos) e o número de gemas de ovo consumidas pelo número de anos de consumo (anos de gemas de ovo).

 

A equipa de investigadores descobriu que a área de placa nas carótidas acumulava-se de forma linear após os 40 anos de idade, mas aumentava exponencialmente com os anos de maços de tabaco e anos de gemas de ovo. Isto quer dizer que em comparação com a idade, o consumo de tabaco e de gema de ovo acelera a arteriosclerose. O estudo determinou ainda que o consumo de três ou mais gemas de ovo semanais aumenta significativamente a acumulação da placa, em comparação com um consumo de duas ou menos gemas por semana.

 

“O mantra ‘os ovos podem fazer parte de uma dieta saudável para pessoas saudáveis’ lançou confusão neste tema. Sabe-se desde há muito que o consumo muito alto de colesterol aumenta o risco de episódios cardiovasculares e a gema de ovo possui uma quantidade muito elevada de colesterol. Nos diabéticos, um ovo por dia faz aumentar o risco coronário entre duas a cinco vezes”, afirma o Dr. David Spence.

 

O investigador adiantou ainda que o efeito do consumo de gema de ovo no tempo relativamente ao aumento da placa nas artérias não tem em consideração o sexo, colesterol, pressão arterial, consumo de tabaco, IMC e diabetes. E apesar de afirmar que é necessário realizar mais pesquisa, que envolva o exercício físico e a circunferência da cintura, sublinha que as pessoas que apresentam risco de doença cardiovascular devem evitar o consumo regular de gema de ovo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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