Gelado melhora imagens do coração

Substância gelada optimiza exame cardíaco

06 novembro 2002
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Comer um gelado antes de fazer um tipo de tomografia ao coração pode melhorar a qualidade da imagem obtida, de acordo com os resultados de um estudo apresentado no 8
 

Congresso da Federação Mundial de Medicina e Biologia Nuclear, realizado recentemente em Santiago.
 

O exame consiste numa técnica de captação de imagens que usa um agente chamado sestamibi - Cintilografia Miocárdica com Radioisótopos.
 

 

«Considerando o baixo risco, a alta aceitação pelos pacientes e o baixo custo dessa intervenção, eu recomendaria o consumo do gelado», disse Rob Williams, coordenador do estudo e chefe do Departamento de Medicina Nuclear do Hospital Wangaratta, na Austrália.
 

 

De acordo com o investigador, o sestamibi apresenta muitas vantagens em comparação com outros agentes de medicina nuclear. No entanto, o uso desse composto também tem limitações. Tudo porque, outras partes do corpo podem absorver o sestamibi e tornar obscura a imagem do coração.
 

 

Para combater o problema, os pacientes receberam uma substância gelada antes do procedimento. Além disso, também fazem uma refeição rica em gorduras, para evitar a absorção do composto pelo fígado. «Imaginamos que o gelado pudesse combinar as propriedades da substância gelada e as da refeição gordurosa e decidimos testá-lo», comentou Williams durante a sua apresentação no encontro.
 

 

A equipa seleccionou 64 voluntários para testar esta hipótese. Antes de receber uma injecção de 99m Tc-sestamibi, 28 participantes comeram um gelado. As outras 36 pessoas receberam apenas a mesma dosagem de sestamibi. Os investigadores australianos constataram que o gelado reduziu em 30 por cento a absorção do sestamibi pelo sistema digestivo e em 14 por cento pelo fígado, melhorando as imagens do coração.
 

 

Por causa do pequeno tamanho da amostra avaliada, Williams recomendou a realização de novos estudos, bem como a repetição do procedimento noutras partes do corpo. «Num futuro próximo, pretendemos comparar o gelado com outros alimentos», avançou à agência Reuters o investigador.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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