Gastrite eosinofílica: um passo dado na sua compreensão

Estudo publicado no “The Journal of Allergy and Clinical Immunology”

26 setembro 2014
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Investigadores americanos caracterizaram extensivamente a gastrite eosinofílica, dá conta um estudo publicado no “The Journal of Allergy and Clinical Immunology”.
 

As doenças gastrointestinais eosinofílicas são condições inflamatórias crónicas que se pensa serem despoletadas pela hipersensibilidade alérgica a determinados alimentos e pela acumulação exagerada de um tipo específico de leucócitos (eosinófilos) no trato gastrointestinal.
 

Estas doenças podem causar sintomas associados ao refluxo, vómitos, dificuldade na deglutição, diarreia, dor abdominal, baixo crescimento na infância e outras complicações clínicas. Estas condições severas e frequentemente dolorosas fazem com que os pacientes não ingiram muitos alimentos.
 

Neste estudo, os investigadores do Centro Médico do Hospital Pediátrico Cincinnati, nos EUA, constataram que a gastrite eosinofílica é uma doença sistémica caracterizada por elevados níveis de eosinófilos no sangue e no trato gastrointestinal.
 

O estudo apurou também que a gastrite eosinofílica envolve vários mecanismos imunológicos associados à alergia e tem um padrão de expressão genética que é distinto de uma doença relacionada, a esofagite eosinofílica. Tendo em conta os avanços obtidos recentemente no diagnóstico molecular da esofagite eosinofílica, estes resultados são especialmente prometedores para o futuro diagnóstico das doenças gastrointestinais eosinofílicas. Adicionalmente a associação entre patologia do tecido e os níveis sanguíneos de eosinófilos sugerem que este marcador sanguíneo pode ser útil na monitorização da atividade da doença.
 

“Espero que as vias celulares e moleculares agora definidas ajudem a melhorar o diagnóstico e tratamento desta doença,” revelou, em comunicado de imprensa a primeira autora do estudo, Julie Caldwell.
 

Os investigadores acrescentaram ainda que as características clínicas da doença definidas neste estudo, bem como o envolvimento da resposta imunológica mediada pelos linfócitos Th2 podem facilitar a compreensão da patogéneses da gastrite eosinofílica, informar a prática clínica e alimentar futuras estratégias terapêuticas com a utilização de agentes biológicos que tenham por alvo os mediadores identificados.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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