Garrafas de oxigénio nos voos: preços chegam aos 300 euros

Resultados do estudo "Viajar de avião na Europa com oxigénio”

30 outubro 2014
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Existem muitas disparidades nos preços cobrados pelas linhas aéreas pela utilização de garrafas de oxigénio a bordo dos aviões, revelou um estudo realizado junto de 29 companhias aéreas.
 

Os preços cobrados pelo uso de oxigénio oscilam entre os 0 e os 300 euros. "Desde o pedido de autorização médica, passando pela travessia dos aeroportos e pela falta de preparação do pessoal de cabina, viajar com oxigénio é um processo lento, caro e gerador de angústia e fadiga”, refere o estudo “Viajar de avião na Europa com oxigénio”, que decorreu em 2012.
 

Segundo a agência Lusa, o estudo que foi promovido pela Federação Europeia das Associações de Pessoas com Alergias e Doenças das Vias Respiratórias (EFA) e pela Fundação Europeia do Pulmão, concluiu que viajar é um "tormento" para pessoas com doenças respiratórias.
 

Foram analisadas companhias aéreas como a TAP, a Air France, a British Airways, a Ibéria, a KLM, a Brussels Airlines, Ryanair, Alitalia, Luxair, Aeroflot (Rússia), Air Baltic (Países Bálticos) e Tarom (Roménia).
 

Das companhias analisadas, apenas a Air Baltic, a British Airways e a Tarom fornecem oxigénio gratuito a bordo, refere o estudo, adiantando que, em alguns países, o doente tem de encomendar o oxigénio pelo menos 48 horas antes da viagem e, noutros, esse período é alargado quase a um mês de antecedência.
 

“Viajar de avião para as pessoas com DPOC a fazer oxigenoterapia de longa duração implica que tenham que decidir a sua deslocação com muita antecipação, pelo menos um mês”, lamentou Luísa Soares Branco, presidente da Respira - Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC [doença pulmonar obstrutiva crónica] e Outras Doenças Respiratórias Crónicas.
 

Luísa Soares Branco relatou que as dificuldades são imensas, desde o embarque ao desembarque, que “são sempre momentos muito complexos”.
 

“Durante o voo, notamos que as tripulações de cabina, mesmo sendo cooperantes, não parecem estar devidamente informadas acerca da utilização dos equipamentos de oxigénio. Por outro lado, a viagem encarece o dobro ou o triplo do preço habitual, o que revela uma descriminação inadmissível”, sublinhou a responsável.
 

Torna-se necessário “melhorar o acesso e garantir a igualdade à mobilidade, para pessoas que necessitam de oxigénio de forma permanente e pretendem viajar de avião” concluiu.

 

Em Portugal, a DPOC afeta 800 mil pessoas e apenas 13% dos casos estão diagnosticados, o que para a associação revela uma "grande falta de conhecimento" dos sintomas da doença, que constitui já a 3.ªcausa de morte no mundo.
 

Segundo a associação, a doença caracteriza-se por falta de ar (dispneia), tosse e aumento da produção de expetoração e dificulta a realização de tarefas diárias banais como, por exemplo, conduzir ou subir escadas, fazer a cama ou fazer a higiene diária.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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