Futura vacina pode ajudar a diminuir hipertensão

Estudo publicado na revista “Hypertension”

03 junho 2015
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Uma vacina poderá vir a contribuir para a diminuição da pressão arterial elevada ao longo de seis meses, revela um estudo publicado na revista “Hypertension”.


O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Osaka, no Japão, foi realizado em ratinhos e pode um dia vir a funcionar como uma nova alternativa de tratamento para os indivíduos com pressão arterial elevada, para que não tenham de tomar medicação diária.


“A vacina pode fornecer um tratamento inovador que poderá revelar-se bastante eficaz para controlar o incumprimento da toma da medicação, que é um dos principais problemas no controlo dos pacientes com hipertensão”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Hironori Nakagami.


Para o estudo, os investigadores desenharam uma vacina de ADN que tem por alvo a angiotensina II, uma hormona que aumenta a pressão arterial fazendo com que os vasos sanguíneos se contraiam. Este estreitamento pode aumentar a pressão arterial e fazer com que o coração funcione com maior dificuldade.


Os investigadores imunizaram ratinhos com hipertensão três vezes, com duas semanas de intervalo entre as injeções. Verificou-se que a vacina não só reduziu a pressão arterial ao longo de seis meses, como também diminuiu os danos associados à hipertensão no coração e vasos sanguíneos. Não foram observados sinais de danos noutros órgãos como o fígado ou os rins.


O estudo refere que a vacina de ADN funciona de forma semelhante aos inibidores da enzima de conversão da angiotensina, fármacos que ajudam os vasos sanguíneos a relaxarem, levando, consequentemente, a uma diminuição da pressão arterial. Já tinham sido testadas outro tipo de vacinas para a hipertensão, mas não tinham efeitos duradouros e algumas apresentaram efeitos indesejáveis.


O objetivo final de uma vacina anti-hipertensora é conseguir um controlo perfeito da pressão arterial ao melhorar o cumprimento da terapia através da vacina. Adicionalmente, nos países em desenvolvimento como a África e o sul da Ásia, os fármacos anti-hipertensores, como os bloqueadores dos recetores da angiotensina, são dispendiosos. Deste modo, uma vacina de ADN pode funcionar como tratamento anti-hipertensor bem mais barato e eficaz no caso desses países.


O investigador conclui que é necessário aprofundar o estudo sobre esta vacina de ADN, incluindo avaliar o aumento da longevidade da diminuição da pressão arterial, para que esta possa vir a ser uma nova opção terapêutica para os pacientes com hipertensão.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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