Função cognitiva: nem todas atividades são igualmente benéficas

Estudo publicado na revista “Psychological Science”

23 outubro 2013
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Os idosos são muitas vezes aconselhados a manterem-se ativos de forma a terem a sua mente aguçada. Contudo, o novo estudo publicado na revista “Psychological Science” defende que apenas as atividades que requerem uma capacidade mental exigente são capazes de melhorar a função cognitiva dos mais idosos.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade do Texas, nos EUA, defende que as atividades menos exigentes podem provavelmente não fornecer grandes benefícios para o envelhecimento do cérebro.
 

“Não parece ser suficiente simplesmente fazer alguma coisa, é importante fazer algo que não seja familiar e que seja mentalmente desafiador. Quando se está na zona de conforto, também se está fora da zona de melhoria e progressão”, defende a líder do estudo do estudo, Denise Park. De acordo com a investigadora, da mesma forma que a sociedade sabe que a prática de exercício físico e a adoção de uma dieta saudável são importantes para a saúde vascular, as pessoas também necessitam de aprender formas de manter uma mente saudável.
 

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 22 adultos, com idades compreendidas entre os 60 e os 90 anos, que foram convidados a praticar determinadas atividades, durante 15 horas por semana, ao longo de três meses. Alguns dos participantes apreenderam novas tarefas, como fotografia digital, que requer memória de trabalho e de longo prazo, assim como outros processos cognitivos de elevado nível. Outros foram convidados a participar em atividades mais familiares como audição de música clássica e realização de palavras cruzadas. De forma a aferir os benefícios decorrentes do contacto social, alguns participantes estiveram envolvidos em interações sociais, viagens de campo, e entretenimento.
 

Ao fim de três meses, os investigadores constataram que os adultos envolvidos na aprendizagem de novas capacidades apresentavam melhorias ao nível da memória, comparativamente com aqueles que se envolveram em atividades sociais ou atividades mentais pouco exigentes.
 

Os resultados sugerem que não basta apenas manter-se ocupado com qualquer atividade. “Os três grupos foram aliciados a aprender mais e dominar novas tarefas e competências. Contudo, apenas aqueles que foram confrontados com um desafio mental contínuo e prolongado conseguiram obter melhorias”, revelou a investigadora.
 

“Será que desafiar a atividade mental abranda a taxa à qual o cérebro envelhece? Por cada ano ganho é mais um de elevada qualidade de vida e independência”, conclui Denise Park.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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